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PS, PSD e CDS chumbam todos os projetos para restringir herbicida que pode ser cancerígeno

Propostas para restringir ou banir o glifosato, um herbicida que poderá ser cancerígeno, foram hoje rejeitadas no parlamento com os votos do PS, PSD e CDS-PP.

Bloco de Esquerda (BE) e o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) levaram a plenário da Assembleia da República projetos de lei sobre a matéria, mas foram todos rejeitados pelos três partidos, com o PCP a abster-se nuns e a votar também contra noutros.

Os projetos dos dois partidos sobre a obrigatoriedade de análise da água destinada a consumo humano, para ver se tem o produto, que é largamente usado no país, foram chumbados pelo PS, PSD e CDS-PP, com PCP a abster-se e os restantes partidos a votarem a favor.

BE e PAN levaram ainda a plenário dois projetos para proibir o uso de glifosato para usos não profissionais, mas PS, PSD e CDS-PP rejeitaram os projetos, o mesmo fazendo o PCP. O Iniciativa Liberal (IL) absteve-se.

O BE apresentou ainda outro projeto de lei sobre a mesma matéria, este que pretendia proibir a aplicação de produtos contendo glifosato em zonas urbanas, zonas de lazer e vias de comunicação, mas os mesmos deputados (PS, PSD, CDS-PP e PCP) voltaram a votar contra, com o IL a abster-se.

Com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e IL foi ainda chumbado um projeto de resolução do partido ecologista Os Verdes que pedia ao Governo para tomar medidas para erradicar o uso do glifosato.

O glifosato já foi detetado em análises de rotina a alimentos, ao ar e à água, bem como à urina, ao sangue e ao leite materno.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já alertou que o glifosato pode ser cancerígeno. Nos projetos os partidos salientam o perigo do glifosato para a saúde humana.

Há estudos que indicam que há uma relação entre o herbicida e um tipo de cancro no sangue que é o “Linfoma não Hodgkin”.

A empresa Bayer, que comprou em 2018 a Monsanto, fabricante do herbicida “Roundup” (glifosato), anunciou no final de outubro que enfrenta 42.700 processos judiciais nos Estados Unidos por causa do produto da sua filial norte-americana.

A Bayer foi já condenada três vezes a indemnizar californianos doentes com cancro.

Em Portugal algumas autarquias têm vindo a anunciar o abandono do glifosato, como a câmara do Porto ou a câmara do Funchal. A Áustria já baniu a utilização do glifosato.

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