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Percalço volta a custar tempo a Elisabete Jacinto

Elisabete Jacinto voltou a sofrer um percalço do Marrocos Desert Challenge que voltou a atrasá-la na classificação dos camiões.

Na terceira etapa da prova, cumprida nas dunas do Erg Chegaga, um dos pneus do MAN TGS da equipa Bio-Ritmo saiu da jante numa grande secção de areia e o tempo perdido a resolver o problema atirou a piloto portuguesa e os seus companheiros, José Marques e Marco Cochinho, para o 22º posto.

Fotos: AIFA

O trio português conseguiu concluir a etapa após várias horas no deserto, num episódio que é descrito por Elisabete Jacinto frustrante: “O dia foi muito difícil. Tentámos andar depressa mas tivemos problemas com os amortecedores e apanhámos muita pancada. No entanto, o nosso grande problema foram as dunas”.

“Um dos nossos ‘bedlocks’, o sistema que usamos que permite andar com pressões mais baixas nos pneus para que estes não saiam da jante, falhou e a determinada altura, quando estávamos  encostados a uma barreira de areia, o pneu saiu da jante e ficámos presos. Demorámos imenso tempo a resolver a situação e a sair dali. As dunas são sempre muito traiçoeiras e sem o material certo é difícil fazer melhor”, explica a piloto do Montijo,

“Depois disso tivemos apenas umas pequenas dificuldades num sitio em que é sempre muito complicado navegar mas conseguimos andar bem e com um bom ritmo. Contudo, perdemos demasiado tempo nas dunas o que nos deixa frustrados porque estávamos a fazer uma boa etapa”, acrescentou Elisabete Jacinto.

A quarta etapa poderá ser aproveitada para a equipa Bio-Ritmo tentar nova recuperação. São 310 quilómetros cumpridos ao cronómetro entre as ‘Dunas dos Judeus’  e Fezzou, num dia em que os concorrentes terão, uma vez mais, que enfrentar as dunas do Erg Chegaga. O arenoso ‘oued’ de Mhamid, a subida de um íngreme trilho de um vulcão e pistas rápidas e largas também farão parte desta quarta especial.

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