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Ministro diz que há cada vez mais condições para que greve dos motoristas não aconteça

O ministro do Ambiente e da Transição Energética afirmou hoje que “há cada vez mais condições” para que a greve dos motoristas convocada para setembro não aconteça.

“Aquilo que sentimos é que há cada vez mais condições para que a greve não aconteça, porque há outras formas de os trabalhadores poderem defender as suas legítimas aspirações”, disse João Pedro Matos Fernandes, que falava aos jornalistas em Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Os motoristas de matérias perigosas apresentaram um pré-aviso de greve para o período entre os dias 07 e 22 de setembro, mas desta vez só aos fins de semana e trabalho extraordinário, anunciou o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

O ministro acredita que este sindicato vai acompanhar a postura dos outros dois.

Questionado pelos jornalistas, João Pedro Matos Fernandes referiu que, neste momento, a declaração de emergência energética não está em cima da mesa.

“Há um pré-aviso de greve, há uma reunião marcada para segunda-feira entre associação patronal e sindicatos com o objetivo de ver se faz ou não sentido ter serviços mínimos. Isso está onde tem que estar: entre empresas e quem representa os trabalhadores”, acrescentou.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que levou o Governo a adotar medidas excecionais para assegurar o abastecimento de combustível, terminou no domingo, ao fim de sete dias de protesto, depois de o SNMMP, que se mantinha isolado na paralisação desde o dia 15 à noite, a ter desconvocado.

O ministro do Ambiente falava aos jornalistas durante uma visita à intervenção nas galerias ripícolas da Ribeira de Pera, em Castanheira de Pera, concelho afetado pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, em 2017.

De acordo com João Pedro Matos Fernandes, o programa de intervenção nas zonas ribeirinhas envolve 1.000 quilómetros de ribeiras e rios da rede hidrográfica de 64 municípios afetados pelos grandes incêndios de 2017.

A intervenção prevê o combate de espécies exóticas e invasoras nas zonas ribeirinhas, plantação de autóctones e uso de métodos de engenharia natural.

Segundo o ministro, este projeto, com uma dotação de 16 milhões de euros, deverá estar concluído no final do ano e, ao mesmo tempo que promove a qualidade da água e biodiversidade nas galerias ripícolas, compartimenta o território, tornando-o mais resiliente a incêndios.

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