África

Fundo social criado pela Índia, Brasil e África do Sul aplicou 30 MEuro em 15 anos

O fundo IBAS, criado por Índia, Brasil e África do Sul, já aplicou 30 milhões de euros em projetos sociais de combate à pobreza e à fome em 15 anos de existência, nomeadamente em países lusófonos, foi hoje divulgado.

A efeméride foi assinalada hoje, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, ocasião aproveitada pelo representante permanente do Brasil para destacar o “potencial” do IBAS “para criar impacto e transformar as vidas das comunidades locais”.

Philip Fox-Drummond Gough acrescentou que “as iniciativas promovidas pelo fundo IBAS tocam em muitos objetivos de desenvolvimento sustentável”.

O 15.º aniversário do IBAS foi marcado no âmbito da exposição de desenvolvimento Global Sul-Sul, promovida pelo Escritório de Cooperação Sul-Sul da ONU.

O painel contou com os representantes permanentes das missões permanentes junto da ONU da Índia, Brasil e África do Sul, o diretor da ONU para a Cooperação Sul-Sul e ainda representantes de missões diplomáticas de Estados que beneficiaram do fundo, como o Camboja e Palestina.

O IBAS, que conta atualmente com 19 Estados parceiros, destacou, num relatório lançado hoje, os resultados de 30 projetos internacionais, alguns dos quais foram realizados nos países lusófonos de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste, com mais de 35 milhões de dólares (30,7 milhões de euros) obtidos em contribuições.

Os projetos expandiram-se por várias áreas de ação, como projetos de agricultura (que receberam um total de 34 por cento do orçamento), saúde (21 por cento), saneamento e fornecimento de água potável (10 por cento).

A habilitação e formação de jovens e reconstrução de infraestruturas destruídas em conflitos também foram áreas apoiadas pelo IBAS ao longo destes 15 anos.

O documento indica ainda que 37 por cento de todo o orçamento foi aplicado em países africanos, 24,5 por cento na América Latina e Caraíbas, 20,9 por cento na região da Ásia e Pacífico e 15,1 por cento em Estados árabes, com o resto distribuído a nível global.

O Fundo IBAS, refere que são “15 anos de melhoria de meios de subsistência” e de demonstração de “solidariedade para benefício dos mais vulneráveis”.

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