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FBI expulso da Islândia por mentir às autoridades

islandia-fbi-birgitta-jonsdottirO FBI avisou a Islândia de que estava a ser vítima de hackers e ofereceu-se para ajudar, mas os agentes foram expulsos quando a verdade foi revelada.

Foi no final do mês passado que a polícia federal dos EUA enviou um aviso, com carácter de urgência, ao então ministro do Interior da Islândia, Ogmundur Jonasson.

“Está iminente um ataque às bases de dados do Governo islandês”, avisou o FBI, que disponibilizou agentes especializados em crimes informáticos para ajudar o país nórdico.

Só que, assim que chegaram à Islândia, esses “oito ou nove agentes foram agrupados” e expulsos do país.

Segundo a imprensa islandesa, não havia qualquer ataque de hackers “iminente”: foi uma mentira da polícia federal dos EUA para compilar informação no âmbito da investigação a Julian Assange e ao WikiLeaks.

O incidente ocorreu numa altura em que os eleitores islandeses reforçaram a posição do Partido Pirata, constituído em grande parte por ativistas ligados ao WikiLeaks, no Parlamento.

A Islândia foi a votos e Birgitta Jonsdottir, a líder do Partido Pirata e que trabalhou de perto com Julian Assange na ‘Collateral Murder’ (a grande operação de divulgação de documentos secretos dos EUA), é apontada como ‘ministeriável’ no executivo que está em formação.

Já no final de 2010 o FBI investigou Jonsdottir, através da conta do Twitter, e outros ativistas islandeses, como Herbert Snorrason.

Em 2013, Birgitta Jonsdottir revelou no Parlamento que o FBI “tentou colocar escutas” em Sigurdur Ingi Thordarson, um ativista que mais tarde terá aceitado colaborar com as autoridades norte-americanas.

A líder do Partido Pirata, um dos mais influentes numa Islândia que prometeu dar a cidadania ao norte-americano em fuga Edward Snowden, desvalorizou o impacto que a expulsão dos agentes do FBI poderá ter nas relações com os EUA.

“Já todos fizemos algo que desagradou a uma outra nação”, reconheceu Jonsdottir: “Às vezes, temos de optar entre o caminho mais fácil ou fazer o que é correto”.

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