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Como são testados os pneus no WRC (com vídeo)

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Numa altura em que as equipas do campeonato do mundo de ralis testam afincadamente nos Alpes franceses preparando a primeira prova do WRC 2016, a questão dos pneus vem ‘à baila’.

À imagem das outras disciplinas do automobilismo, o ‘Mundial’ de ralis é um dos ‘palcos’ mais exigentes. Longas classificativas e por vezes temperaturas extremas, como muito calor ou valores abaixo de zero, gelo, neve, asfalto seco, chuva, lama, pó e pedras.

É na variedade de terrenos encontrados no WRC que fabricantes de pneus têm um enorme desafio pela frente, construindo compostos que, por um lado estejam à altura do desafio e por outro sejam aprovados pela FIA.

O desenho e a construção dos pneus de ralis tem de ser suficientemente versátil para se comportar sem problemas numa vasta gama de condições, aguentando as cargas exigidas pelas mais difíceis curvas do mundo.

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Ao criar pneus que aguentem o stress de vários obstáculos durante a época do campeonato do mundo de ralis os engenheiros da Michelin mostram que aprenderam muito com a experiência e lições no terreno.

Segundo Mark Lowe, depende muito das condições atmosféricas: “Se o piso está brilhante com bastante água retida é preciso um pneu com cortes profundos, e essas condições de piso melhor favorecem um composto mais macio”.

“Em testes temos de perceber o que acontece quando se utiliza os compostos errados nas circunstâncias erradas – isso é importante, porque em algumas classificativas mais longas pode-se enfrentar condições muito variáveis”, observa o engenheiro da M-Sport.

“Se for um rali em piso seco podemos optar por utilizar uma mistura de pneus duros e macios – é por isso que temos de reunir o máximo de informação possível durante os testes, de forma a que durante o rali possamos ter o melhor acerto possível do carro”, explica Lowe.

O vídeo ajuda a perceber o que faz a Michelin para produzir os melhores pneus para o WRC.

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