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Comissário elogia contribuição de Portugal para o sistema europeu de proteção civil

O Comissário Europeu para Ajuda Humanitária e Gestão de Crise agradeceu e elogiou, hoje, a contribuição e empenhamento de Portugal para com o mecanismo europeu de proteção civil.

O comissário Christos Stylianides falava aos jornalistas a meio de uma visita de dois dias ao sul do país, tendo afirmado que Portugal sempre esteve muito próximo e empenhado no mecanismo de apoio europeu e que “nunca disse não” a qual pedido. O que mereceu uma mensagem de agradecimento ao apoio a esse mecanismo.

O comissário Christos Stylianides veio ao concelho de Portimão, numa visita de dois dias, para conhecer os meios de prevenção aos fogos florestais e os dispositivos de apoio à população em caso de catástrofe, como aconteceu no incêndio de 2018 que afetou os concelhos de Monchique, Silves e Portimão, no distrito de Faro.

Reconhecendo o papel que Portugal tem tido no seio dos apoios fornecidos a outros países na base da cooperação europeia, agradeceu a contribuição dos portugueses no ano passado “no combate aos incêndios que assolaram a Suécia”.

As alterações climáticas e as suas implicações nas catástrofes naturais são uma das preocupações da Comissão, às quais a União Europeia tem de dar especial atenção, demonstrada pela aprovação, no início deste ano, do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que reforça a capacidade dos Estados-membros em matéria de prevenção e resposta a catástrofes, como incêndios florestais e inundações.

Na visita foi dado a conhecer, ao comissário, o dispositivo montado no Pavilhão Arena em Portimão para acolher as pessoas retiradas das aldeias e casas afetadas pelo fogo de Monchique, o projeto Aldeia Segura – Pessoa Segura, já implementado em 1900 localidades, assim como alguns dos meios de prevenção e combate aos incêndios florestais.

A acompanhar esta visita estava o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que, questionado pelos jornalistas, assegurou que o sistema de alertas à população por SMS está em “pleno funcionamento” e só não houve alertas este ano “porque ainda não houve uma situação para que tal fosse necessário”.

“O que está a ser testado é o alargamento do sistema a outras situações como ciclone de terramoto, e inundações de grande dimensão”, afirmou acrescentado que o contrato inicial “era exclusivamente para incêndios florestais”.

Quando à polémica sobre as golas inflamáveis distribuídas no âmbito do projeto Aldeia Segura, o ministro remeteu a resposta para as conclusões do relatório preliminar da Proteção Civil, realçando que nesta visita foi possível observar pessoas a usá-las e que tudo não passava de uma polémica lançada por uma “notícia falsa”.

Um relatório preliminar pedido pela Proteção Civil ao Centro de Investigação de Incêndios Florestais concluiu que as golas antifumo distribuídas à população não se inflamam quando expostas ao fogo.

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