África

Canadá envia 2,3 milhões de euros de assistência a Moçambique, Maláui e Zimbabué

O Canadá vai enviar 3,5 milhões de dólares canadianos (2,3 milhões de euros) de ajuda inicial para Moçambique, Zimbabué e Maláui, anunciou hoje o ministério dos Negócios Estrangeiros do país norte-americano.

“O Canadá está a disponibilizar assistência humanitária para salvar vidas quando o Maláui, Moçambique e o Zimbabué lidam com o impacto deste horrível ciclone tropical”, disse a ministra do Desenvolvimento Internacional e para as Mulheres e Igualdade de Género Maryam Monsef, através de um comunicado.

A assistência canadiana “será disponibilizada através dos parceiros humanitários de confiança e vai ajudar a colmatar as necessidades imediatas das comunidades vulneráveis dos três países”.

Esta ajuda humanitária será distribuída às equipas das Nações Unidas, Cruz Vermelha, e a organizações não governamentais tendo como foco principal a assistência imediata no acesso a “alimentação, abrigos, água, saneamento, saúde e proteção das necessidades das famílias deslocadas devido às cheias ou afetadas pela tempestade”.

O Canadá doou diverso material, incluindo bens humanitário de primeira necessidade, como tendas e cobertores, para ajudar a corresponder às necessidades básicas das pessoas afetadas pelo ciclone.

O balanço provisório da passagem do ciclone Idai em Moçambique voltou hoje a aumentar, subindo para 417 mortos.

A Organização Mundial de Saúde anunciou que está a preparar-se para enfrentar prováveis surtos de cólera e outras doenças infecciosas, bem como de sarampo, em extensas zonas do sudeste de África afetadas pelo ciclone Idai, em particular em Moçambique.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

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