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Anacom analisa caso de morte associada à falta de telefone

Pedro Marques, ministro das Infraestruturas, revelou que a Anacom vai abrir “uma investigação aprofundada” ao caso da mulher que morreu enquanto o marido foi pedir socorro por não telefone desde os incêndios na Sertã.

Segundo o Jornal de Notícias, o marido, de 79 anos, teve de percorrer a pé mais de dois quilómetros para pedir socorro para a esposa, porque a linha telefónica está inoperacional desde os incêndios.

Quando o socorro chegou, mais de uma hora depois, já não foi possível reanimar a vítima.

Questionado pelos jornalistas, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas garantiu que a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) já estava “no terreno” a averiguar quais as zonas afetadas pelos incêndios, no verão e em outubro de 2017, que ainda continuam sem telecomunicações.

“As operadoras têm vindo a dar nota pública de uma reposição significativa das comunicações, mas continua a haver queixas, a haver situações concretas, que vão sendo reportadas”, salientou o governante.

No caso concreto da “situação noticiada”, Pedro Marques revelou ter recebido da Anacom a informação de que “fará uma investigação aprofundada”.

“Em geral, o regulador já tinha informado e reforçou essa informação de que está no terreno a fiscalizar as condições de reposição do funcionamento dos serviços”, insistiu o governante, lembrando que os serviços em falha são essenciais “para coesão territorial e para a vida das populações”.

De acordo com um estudo internacional, os incêndios de 2017 resultaram num prejuízo superior a mil milhões de euros, dos quais apenas 244 milhões estão cobertos por seguros.

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