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Amazónia é o berço de 15 aves agora identificadas por cientistas

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Uma equipa de cientistas descobriu, na Amazónia, 15 novas espécies de aves. Nunca, em 140 anos, se havia identificado tantas aves de uma só vez no Brasil. Apesar de serem ‘novas’, as espécies estão já ameaçadas de extinção por se encontrarem no “arco do desmatamento”.

Uma equipa de cientistas, englobando especialistas de três instituições brasileiras e uma dos EUA, descobriu e identificou 15 novas espécies de aves na Amazónia. Nos últimos 14 anos, nunca no Brasil se tinham identificado tantas espécies ornitológicas de uma só vez. A grande maioria destas aves vive nos estados de Pará e Acre, embora com algumas colónias em Rondónia e Mato Grosso.

Estas localizações, sempre próximas de rios (como o Tapajós, o Madeira e o Roosevelt), indiciam desde logo o principal perigo para estas aves: a desflorestação da Amazónia. As espécies agora identificadas pela Ciência encontram-se no chamado “arco do desmatamento”, uma faixa já próxima da Bolívia que apresenta uma elevada taxa de desflorestação.

“Várias destas espécies são bichos com hábitos especializados. Qualquer alteração nesses pontos específicos pode representar sua eliminação”, revela Luis Silveira, professor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e um dos investigadores, reforçando: “queremos chamar a atenção para esse volume de descobertas para que se possa tomar uma decisão mais sábia e sustentável para o uso deste bioma”.

É para “chamar a atenção” que este cientista vai lançar, juntamente com os outros investigadores que descobriram as novas espécies, um volume especial da publicação ornitológica “Handbook of the birds of the world”, que deverá ficar pronta no máximo até julho.

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