Hoje é dia

17 de novembro, morre Rodin, o escultor das obras inacabadas

O francês Auguste Rodin é hoje lembrado, no dia em que se assinala a sua morte, a 17 de novembro de 1917. Rodin, que se apaixonou pela escultura a moldar massa de pão, na cozinha da mãe, tornou-se num dos mais prestigiados escultores do mundo.

François Auguste René Rodin nasceu em Paris, em 1840, e desde criança se apaixonou pela escultura.

Pegava em pedaços de massa de pão, na cozinha da mãe, e criava as formas que o seu talento e imaginação permitiam. Era a génese de um dos mais talentosos escultores do mundo.

Enquanto criança, Auguste Rodin divertia-se com a escultura. Mas a verdade é que foi com tenra idade idade (15 anos) que ingressou numa pequena academia de arte, em mais um capítulo rumo ao estatuto que viria a adquirir, como um dos mais geniais da história da arte.

Pouco tempo mais tarde, viria a ser aceite na Escola de Artes Decorativas, onde pôde juntar o talento inato ao conhecimento de outros grandes nomes da escultura, Boisbaudran e Barye, que lhe forneceram as bases teóricas.

O processo de formação prosseguiu na Academia de Belas-Artes, onde ingressou logo depois, trabalhando com os escultores Carpeaux e Dalou. Auguste Rodin foi ornamentista, modelador e cinzelador.

Mas se a sua formação seguia de vento em popa, certo é que o mundo das artes demorou a acolher este talentoso escultor. Aliás, este bloqueio a novos nomes é comum a grandes artistas mundiais.

A primeira obra de Auguste Rodin depois de concluir o seu caminho de aprendizagem não foi aceite pelo prestigiado Salon de Paris.

‘O Homem de Nariz Quebrado’, de 1864, foi considerado pelo júri como um projeto inacabado, um esboço, que não poderia ser exposto.

Mas, curiosamente, esta foi uma caraterística de todo o trabalho de Rodin, que se baseava no conceito de ‘non finito’ [não acabado].

Apesar de ver barradas as portas do Salon de Paris, não esmoreceu.

Onze anos mais tarde, em 1875, Rodin conhece Meunier, altura em que leva a cabo uma viagem à Itália, que se viria a tornar preponderante na sua obra notável. Em Itália, apaixona-se pelo trabalho de Michelangelo, em particular pela escultura ‘O Prisioneiro’ – curiosamente, uma escultura inacabada.

A partir desta altura, Rodin dá início a um périplo mundial, graças ao qual visita algumas catedrais góticas e contacta com nomes da sua arte. ‘São João Batista Pregando’, de 1878, é o principal fruto desta viagem.

Auguste Rodin seguiu um princípio, depois de observar partes de obras (fragmentos de esculturas clássicas): a parte da obra poderia, até determinado ponto, representar o seu todo.

E isto influencia o conceito de Rodin, escultor que começa, a partir desta altura, a criar obras inacabadas, algo que nunca ninguém fizera, no mundo das artes.

O Homem que Caminha e Torso’ é um dos exemplos de um trabalho ‘non finito’. Esses fragmentos de obras não eram, contudo, resultado de um capricho artístico de Auguste Rodin.

As obras mais célebres de Rodin são ‘O Beijo’, ‘O Pensador’ – parte de um conjunto de esculturas realizadas para a Porta do Inferno, do Museu de Artes Decorativas – e o ‘Retrato de Balzac’.

Rodin tornou-se famoso ainda em vida. Os seus trabalhos foram muito bem acolhidos, pela originalidade e capacidade de moldar o seu imaginário. A sua fama trespassou fronteiras e chegou à América do Norte. Hoje, os museus mais importantes do mundo exibem peças deste escultor.

Auguste Rodin morreu a 17 de novembro de 1917. Está sepultado no Musée Rodin, em Paris. E precisamente Paris, a cidade que ‘vetara’ a primeira obra de Auguste, tem um museu onde se guarda parte do espólio do escultor e a história da vida.

O Musée Rodin está localizado no Hôtel Biron, muito perto do túmulo de Napoleão.

Nasceram a 17 de novembro o Rei Luís XVIII de França (1755), Marechal Saldanha, militar português (1790), Soichiro Honda, fundador da Honda (1906), Rachel de Queiroz, escritora brasileira (1910), Albert Bertelsen, pintor dinamarquês (1921), Rock Hudson, ator norte-americano (1925), Martin Scorsese, diretor de cinema norte-americano (1942), e Danny DeVito, ator norte-americano (1944).

Morreram neste dia Dona Leonor, rainha de Portugal (1525), António de Bourbon, nobre francês (1562), Joaquim Machado de Castro, escultor português (1822), Auguste Rodin, escultor francês (1917), Maurício Tragtenberg, sociólogo brasileiro (1998), e Ferenc Puskás, futebolista húngaro (2006).

Hoje, assinala-se o Dia Internacional dos Estudantes, em memória dos protestos estudantis contra a ocupação nazi da Checoslováquia, realizados entre 28 de outubro e 17 de novembro de 1939. Assinala-se também o Dia Internacional do Não Fumador.

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