Nas Redes

Empregado cumpre turnos à porta da empresa e revolta Internet

Um funcionário de uma empresa de Guimarães tem realizado os turnos de trabalho sentado à porta das instalações da entidade patronal por causa de um diferendo entre as partes. O caso tem gerado polémica nas redes sociais e há quem fale numa situação “desumana”. O patrão recusa despedi-lo: “Isso era o que ele queria”, justifica.

Juliano Teixeira foi o utilizador de Facebook que partilhou as fotos que agitaram esta rede social, com muitos comentários e partilhas.

“Isto é a triste realidade da nossa sociedade”, escreveu Juliano Teixeira, pedindo que a publicação fosse partilhada pois existem “patrões que devem pensar que dinheiro é sinónimo de inteligência, mas isto é desumano”.

“Pode ser que o senhor patrão do meu colega ganhe vergonha na cara”, atirou.

E prosseguiu: “Não se faz isto. Já muita paciência está ele a ter, não sei se aguentaria esta humilhação. Isto é assédio moral no nível máximo. O último patrão que eu tive conhecimento de ter feito uma coisa destas pagou uma fortuna de cento e tal mil euros ao funcionário”.

Negócio paralelo na base do conflito

Comercial numa empresa de Urgezes, em Guimarães, há 12 anos, Francisco Teixeira é o funcionário de quem se fala e conta que só nos últimos meses é que tem tido problemas.

“Nos últimos três dias estive à porta, mas isto já se iniciou no fim de maio”, revela ao Diário de Notícias, e aponta a causa para esta situação que, em seu entender, se deve a uma atividade que desenvolve de compra e venda de equipamentos de hotelaria.

No entanto, sustenta, “sempre com autorização do patrão”. “No fim de maio ele achou que isso já não era possível”, conta, revelando que o patrão lhe disse que teria de escolher entre uma atividade ou outra.

“Nunca baixei os rendimentos, a produção”, revela e diz que lhe foi proposto entregar a lista de clientes a um colega e que pedisse para ser despedido.

Depois de ter feito queixa da situação à Autoridade das Condições de Trabalho (ACT), Francisco Teixeira revela que “só tinha acesso a uma sala da empresa com cadeiras, mesa e uma máquina de café”.

Após visita da ACT à empresa, ainda na versão de Francisco Teixeira, “era colocado por um colega às 9h30 e só me iam buscar às 17h30, sem carro, sem telemóvel…”, diz.

E acrescenta: “Foi assim até ao final da semana passada”.

Nos últimos dias, revela, tem estado “sem acesso ao interior e sem uma cadeira”.

Da parte da empresa, Vítor Araújo, patrão, revela que Francisco Teixeira “também usava a carrinha da Brunati para vender produtos dele” e acusa-o de “usar o telemóvel para filmar a atividade da Brunati e gravar as conversas dos colegas.”

Ao Jornal de Notícias, o dono da empresa revela que não irá despedir o funcionário.

“Isso era o que ele queria, nunca despedi um funcionário na minha vida e não vai ser agora”, assegura Vítor Araújo.

O caso corre na ACT de Guimarães e as partes já prestaram declarações na entidade do Estado que zela pela segurança e condições de trabalho, em Portugal.

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