Cientistas travam Alzheimer em estudo que abre portas a tratamento

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Equipa de investigadores da Universidade de Duke, Estados Unidos, conseguiu travar a doença de Alzheimer. Publicado no Journal of Neuroscience, o estudo, feito em ratos de laboratório, pode representar um passo para o desenvolvimento da cura para esta demência.

Uma pesquisa publicada no Journal of Neuroscience abre perspetivas para tratamento da doença de Alzheimer, com recurso a uma substância.

Trata-se da difluorometilornitina, que já tinha sido testada em laboratório, mas em testes para alguns tipos de cancro.

Agora, cientistas estão a verificar a capacidade da substância em investigações sobre Alzheimer, tendo em vista a procura de novos tratamentos.

O estudo da Universidade de Duke determinou que as origens da demência podem estar associadas a uma anomalia no sistema imunológico, cuja função é proteger o organismo.

As células que defendem o sistema nervoso de sinais de infeção (micróglias) podem ter, segundo a equipa de Duke, um papel fulcral no desenvolvimento da doença.

Não há tratamento para a doença de Alzheimer, sendo que se estima que, em todo o mundo, 36 milhões de pessoas sofram deste problema neurodegenerativo.

“Este trabalho abre portas para olhar a doença de um modo totalmente diferente”, salientou Carol Colton, uma das autoras do estudo e professora de neurologia daquela universidade norte-americana.

Outro estudo recente da Universidade de Washington – publicado na revista científica Neurology, da Academia Americana de Neurologia – chegara mais além na perceção de Alzheimer.

Segundo esse trabalho, a depressão, ansiedade e agitação podem ser os primeiros sinais de alerta para a doença.

“Pesquisas anteriores já tinham demonstrado que cerca de 90 por cento das pessoas com Alzheimer apresentaram sintomas comportamentais e psicológicos, como depressão, ansiedade e agitação. Este nosso estudo prova que esses sintomas podem chegar antes da perda de memória”, realçou Catherine Roe, investigadora da Universidade de Washington.

O estudo consistiu no acompanhamento de 2416 pessoas com pelo menos 50 anos e sem qualquer tipo de nenhum doença do foro cognitivo. Dessas, 1198 não apresentaram problemas. Os investigadores fizeram posteriormente uma comparação com informações relativas a 1218 doentes com Alzheimer.

As pessoas que desenvolveram esta demência durante a realização do estudo apresentaram antes outros sintomas muito mais cedo do que as pessoas que nunca vieram a sofrer Alzheimer. Entre esses sintomas estão a apatia, irritabilidade, mudanças no apetite e a depressão.


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