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Vídeo: Uma história arrepiante de uma doente terminal em Santarém

Ascensão Duarte, de 39 anos, lançou um desabafo desesperado a partir da cama do Hospital de Santarém, onde está internada com um tumor grave. A paciente, natural de Torres Novas e que reside no Cartaxo, está lúcida, consciente e orientada. Com as informações médicas a apontarem uma inexistência de esperança, esta mãe de dois filhos recusa-se a morrer, num vídeo angustiante, visto por mais de meio milhão de pessoas, em menos de 24 horas. O presidente do conselho de administração do Hospital de Santarém, José Rianço Josué, diz ao PT Jornal que se trata de um “quadro clínico de prognóstico reservado, muito severo e complexo”, garantindo que o hospital irá dedicar “todos os cuidados e recursos” que esse quadro exige.

Há uma história perturbadora, que se disseminou pelas redes sociais nas últimas horas, e dá conta de uma doente com um tumor grave, que a partir de uma cama de Hospital de Santarém pede ajuda.

Ascensão Duarte, de 39 anos, mãe de dois filhos, padece de um tumor maligno e, de acordo com Nelson Lopes, que partilhou o drama, deixou de ser sujeita a tratamentos, por não ter cura.

A paciente faz um apelo, num relato na primeira pessoa, divulgado em vídeo.

“Queria pedir ajuda. Sou mãe, tenho dois filhos que precisam de mim. Preciso de alguém que me ajude a encontrar uma cura, porque no hospital onde me encontro, em Santarém, não há solução”, diz.

Em menos de 24 horas, o vídeo já foi visto por mais de meio milhão de utilizadores da rede social, gerando milhares de reações.

A acompanhar o vídeo está um texto, de um utilizador do Facebook, que escreve que “alegadamente, a sua médica recusa fazer mais tratamentos de radioterapia ou quimioterapia alegando que não há recuperação”.


Nelson Lopes salvaguarda que, ao divulgar este registo, não pretende pôr em causa o profissionalismo dos médicos.

“Só pessoas com muita maldade podem inferir que a doente ou quem lhe deu voz pretendem colocar em causa a equipa médica ou o hospital. O que está em causa é a não observância do direito a segunda opinião e ao tratamento seja em Santarém ou noutra qualquer parte do mundo. Paga pelo Estado ou por nós, sociedade civil, como já aconteceu muitas vezes. Não se desiste da vida aos 39 anos”, ressalva.

O PT Jornal contactou o presidente do conselho de administração do Hospital de Santarém, José Rianço Josué, que não se pronuncia sobre o vídeo divulgado.

No entanto, José Rianço Josué garante que a paciente recebeu todos os cuidados possíveis.

“É um quadro clínico de prognóstico reservado, muito severo e complexo. Ela própria o caracteriza. A doente teve até agora ao seu dispor, todos os cuidados e todos os recursos que o seu quadro clínico exigiu”, refere.

José Rianço Josué corrige ainda alguma informação pouco rigorosa: “As decisões clínicas, nestes casos, não são tomadas por ‘uma médica’. São tomadas por equipas multidisciplinares. Aliás não se extraem do apelo da doente considerações negativas ao desempenho do Hospital e dos seus médicos. O Serviço de Oncologia do HDS é altamente diferenciado”.

“Como sempre, no Hospital de Santarém, vamos aos limites na defesa da vida e da qualidade de vida, pelo que nada foi negado à doente que lhe fosse apropriado. Não existiu qualquer constrangimento económico nem faltou à doente qualquer cuidado ou terapêutica que lhe fosse devida”, insiste.

Ascensão Duarte terá nesta sexta-feira “uma consulta de decisão terapêutica, multidisciplinar, onde serão tomadas decisões clínicas em conformidade, nomeadamente sobre eventuais terapêuticas que perspectivem viabilidade clínica”.

[Artigo atualizado às 13h25 de sexta-feira, com reação do presidente do conselho de administração]

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