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Ryanair impede cego de embarcar com cão-guia em Lisboa

Um cidadão cego foi impedido de embarcar com o seu cão-guia num voo da Ryanair, entre Lisboa e Londres Stansted. A lei prevê que os cegos possam viajar com os seus cães guia na União Europeia.

A história é contada pelo Diário de Notícias, que falou com Samuel Natário, o cidadão cego.

Samuel, de 32 anos, perdeu a visão há seis anos atrás, devido a um quisto que lhe apareceu no cérebro.

A vida fez-se sobre quatro sentidos. Trabalha na Autoeuropa, está a tirar um curso de Serviço Social no ISCTE e, desde que acompanhado pelo seu cão-guia, é independente.

Em outubro, foi proibido de viajar para Londres por estar acompanhado por Yolo, o cão-guia que foi treinado nos Estados Unidos.

De acordo com o Diário de Notícias, Samuel avisou a companhia aérea atempadamente sobre a sua condição especial. Entregou os documentos previstos, como normalmente, mas, chegada à hora do embarque, os funcionários da empresa não o deixaram seguir viagem.

“Perdi o investimento que fiz na viagem e não cumpri o objetivo da mesma. Porquê? Pela falta de informação e profissionalismo dos colaboradores da Ryanair”, explicou.

“O cão-guia não é um cão de companhia ou um acessório dispensável. O cão-guia é fundamental para a mobilidade e autonomia do cidadão com cegueira total, como é o meu caso. Por isso existe legislação e normas internacionais que regulam e protegem os direitos do cidadão portador de deficiência ou incapacidade”, acrescentou.

Ao Diário de Notícias, a companhia área lamentou “sinceramente o transtorno causado”.

“Remarcamos este passageiro no próximo voo disponível para Londres Stansted no próprio dia (sem qualquer custo)”, acrescentaram.

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