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IURD terá raptado crianças na década de 90

Segundo uma reportagem da TVI, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) montou um esquema de “adoções ilegais de crianças”, na década de 90. De um lar ilegal, terão desaparecido “vários menores roubados às suas mães”, avança aquela estação.

A TVI ‘O Segredo dos Deuses’, uma reportagem transmitida a seguir ao Jornal das 8, todos os dias, a partir de hoje.

Um trabalho que aborda um “lar ilegal de crianças”, em Lisboa, alegadamente propriedade da IURD, “de onde desapareceram” vários menores, “roubados às mães”.

“As crianças eram entregues diretamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades e acabavam no estrangeiro, adotadas, de forma irregular, por Bispos e Pastores da igreja”, escreve a TVI, no lançamento desta reportagem, da autoria de Alexandra Borges e Judite França.

As jornalistas da estação de Queluz descobriram as mães “a quem roubaram os filhos” e conseguiram um relato na primeira pessoa.

“Esta investigação só foi possível ser conhecida 20 anos depois. Agora, algumas pessoas saíram da Igreja, começaram a ver com distanciamento e guardaram, inclusivamente, documentação original daquela altura. É uma história muito grave”, revela Alexandra Borges, no Jornal das 8 deste domingo.

“Há 20 anos, a máquina estava muito bem oleada”, acrescenta a jornalista Judite França.

“É algo de muito grave. Trata-se de uma rede internacional de adoções ilegais, em que as crianças sociais eram entregues pela própria Segurança Social, por tribunais portugueses, ou pelas próprias mães, num lar ilegal de onde eram escolhidas mediante fotografias e desvinculadas da sua família biológica com mentiras e esquemas, ilegais”, salienta.

“As mães literalmente foram roubadas, relativamente aos filhos, porque não sabiam deles. Esta investigação só foi possível 20 anos depois. Algumas destas pessoas saíram da igreja [IURD], começaram a ver com distanciamento e guardaram documentação”, explica, em conversa com Judite de Sousa, neste domingo.

“As crianças desapareceram e eram entregues a bispos e pastores da IURD e serem criados no meio daquela pessoa coletiva (…) As mães iam visitar os filhos e foram forçadas a desvincular-se dos filhos ”

Esta investigação sobre a IURD surge dias depois de outro trabalho da mesma estação, sobre a Raríssimas, dando conta de alegados esquemas para benefício da presidente daquela associação.

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