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Coimbra elege nove deputados após ter perdido um em 2011

A população do distrito de Coimbra ultrapassa os 406 mil residentes, estando atualmente atribuídos nove deputados a este círculo eleitoral, que perdeu em 2011 um mandato devido à diminuição do número de habitantes.

Em 2018, segundo o portal Eyedata, a população média deste distrito da região Centro era de 406.638. Os residentes com menos de 15 anos representavam 12 por cento da população, enquanto os cidadãos com 65 anos ou mais constituíam 25,27 por cento do total.

Nestas parcelas, os totais nacionais são de 13,77 por cento e 21,67 por cento, respetivamente, o que evidencia uma tendência dos últimos anos para algum envelhecimento da população da zona de Coimbra.

Os dados do portal de análise de dados estatísticos EyeData, atualizados este ano, apontam para uma descida da 0,61 por cento dos residentes em Coimbra, em 2018, superando a baixa de 0,15 por cento no país.

Tal como o distrito de Castelo Branco, Coimbra tem cerca de 11 mil eleitores a menos, relativamente às eleições legislativas de 2015.

A escolaridade dos residentes no distrito é ligeiramente superior ao nível médio em Portugal, no seu todo, registando o portal, respetivamente, percentagens de 31,68 por cento e 30,53 por cento no que se refere à população com pelo menos o ensino secundário.

Em 2015, o poder de compra distrital ‘per capita’ rondava os 95,77, contra os 100,22 a nível nacional.

O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem era de 994,09 euros em 2016.

A disparidade no ganho médio mensal entre níveis de habilitação situava-se nos 23,86 por cento, contra 31,66 por cento entre diferentes profissões.

Entre sexos, no mesmo ano, verificava-se uma disparidade de rendimento médio mensal na ordem dos 11,93 por cento, regista o portal Eyedata.

Em 2018, no distrito de Coimbra, 4,79 por cento da população residente com idade entre 15 e 64 anos estava desempregada, num período em que este índice era de 5,54 por cento no país.

Em fevereiro, o Eurostat, Gabinete de Estatísticas da União Europeia (UE), informou que a Área Metropolitana de Lisboa, com 102 por cento, foi a única região de Portugal que, em 2016, teve um Produto Interno Bruto (PIB) ‘per capita’ superior à média europeia.

Neste indicador sobre a riqueza produzida, que considera igualmente o poder de compra, a região Centro ficou-se pelos 68 por cento relativamente à UE.

Até 2009, durante quase 20 anos, o distrito foi representado na Assembleia da República por 10 deputados, distribuídos entre PS e PSD, após a CDU – coligação liderada pelo PCP que sucedeu à Aliança Povo Unido (APU) – ter perdido o mandato que manteve em sucessivas legislaturas, quando Coimbra elegia 11 deputados.

O Bloco de Esquerda teve pela primeira vez um deputado por Coimbra há 10 anos, ao eleger o professor universitário José Manuel Pureza, que em 2015 voltou ao parlamento, pelo mesmo círculo eleitoral.

Em 2009, o CDS-PP recuperou o mandato que teve no passado, com a eleição do médico João Serpa Oliva, mais de duas décadas depois de ter perdido o seu último deputado no distrito, eleito em 1985, Manuel Queiró.

A distribuição dos nove deputados eleitos no círculo nas legislativas de 2015 é a seguinte: quatro da coligação PPD-PSD/CDS-PP (37,18 por cento de votos), quatro do PS (35,28 por cento) e um do BE (9,89 por cento). Com 7,03 por cento de votos, a CDU, coligação de comunistas e Verdes, não elegeu qualquer parlamentar.

Há quatro anos, a abstenção no distrito foi de 43,68 por cento, quando a nível nacional se quedou nos 43,01 por cento.

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