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Cerca de 70 por cento das mulheres têm miomas uterinos. Sabe o que são?

Os miomas uterinos são os tumores pélvicos mais frequentes, afetando entre 60 a 70 por cento da população feminina no geral e entre 25 a 40 por cento das mulheres em idade reprodutiva. O tamanho e localização destes tumores benignos podem interferir na capacidade reprodutiva da mulher, provocando hemorragias na gravidez, abortos de repetição e problemas durante o parto.

“Aproximadamente 70 por cento das mulheres têm miomas uterinos e sabemos que a sua incidência aumenta a partir dos 35 anos, altura em que, na sociedade atual, muitas mulheres programam a primeira gravidez por atingirem a sua estabilidade profissional e familiar tardiamente”, explica Fátima Faustino, responsável do Centro Especializado em Endometriose do Hospital Lusíadas Lisboa.

Os miomas uterinos são tumores benignos que se desenvolvem a partir da camada muscular do útero (miométrio) e, conforme a sua localização, classificam-se em submucosos, intramurais e subserosos. Os sintomas mais frequentes incluem hemorragia, dor e problemas reprodutivos.

A especialista revela ainda que os miomas uterinos podem trazer complicações na capacidade de engravidar e durante a gestação. “Dependendo do tamanho e localização, os miomas podem interferir com a capacidade reprodutiva da mulher, condicionando hemorragias na gravidez, abortos de repetição e problemas no parto”.

Relativamente às causas, a médica esclarece que “os miomas submucosos e os intramurais mais volumosos parecem ser responsáveis por estas alterações, comprovando-se em vários estudos realizados que após a sua remoção as taxas de aborto diminuem e as taxas de gravidez aumentam de forma significativa. Cabe ao ginecologista informar estas mulheres que, devido aos avanços da tecnologia e investigação é possível tratar os miomas conservando o útero”.

“O ‘gold standard’ no tratamento dos miomas submucosos é a miomectomia histeroscópica, técnica de videocirurgia considerada um dos maiores avanços no tratamento deste tipo de patologia. Pode ser realizada em ambulatório, com rápida recuperação da doente e baixa morbilidade, sendo raras as complicações desde que realizada por um cirurgião experiente nesta técnica cirúrgica. Para o tratamento dos miomas intramurais (e subserosos) a técnica de eleição será a miomectomia laparoscópica, reservando-se a clássica via aberta (laparotomia) para casos muito graves com miomas muito volumosos e/ou em grande número”, conclui Fátima Faustino.

Este e outros temas como as lesões durante o exercício físico, as patologias prostáticas, o cancro do pulmão e a qualidade no fim de vida vão estar em destaque no 3º Congresso Lusíadas Saúde que decorre no dia 5 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa.

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