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Agência da castanha do caju na Guiné-Bissau lança sistema de informação de preços

A Agência Nacional do Caju (ANCA) da Guiné-Bissau lançou hoje um sistema que vai permitir que todos os intervenientes na fileira conheçam em tempo real os preços daquele que é o principal produto agrícola e de exportação do país.

O Sistema de Informação de Mercado de Caju (SIM-Caju) é uma plataforma que passa a fazer a partilha de informações sobre os preços do produto no mercado interno e internacional, o ‘stock’ nos armazéns dos agricultores, entre outras possibilidades.

Malam Djaura, presidente da ANCA, disse à Lusa, o sistema serve sobretudo para evitar que o agricultor continue a ser enganado sobre o preço do caju como acontecia até aqui, sublinhou.

A ANCA “quer acabar com as manobras, as manipulações que lesam o agricultor”, observou Djaura, acrescentando que o SIM-Caju emitirá “a toda a hora” mensagens simples de texto ou de voz, em crioulo, e partir de uma rede de telemóveis para os interessados na fileira do caju.

Malam Djaura admite a possibilidade de as mensagens de voz serem em dialetos locais caso os camponeses de uma determinada zona do país estejam a ter dificuldades de compreensão do crioulo.

Um banco de dados estará instalado na sede da agência em Bissau para o qual é feita a recolha de informações sobre os preços do caju nos mercados interno e internacional e diariamente os interessados receberão mensagens nos seus telemóveis sobre os preços.

Atualmente, o banco de dados da ANCA conta com cerca de 350 agricultores agregados, mas com a entrada em função do SIM-Caju, Malam Djaura espera ter mais lavradores associados ao sistema.

Questionado sobre se um dia é possível a Guiné-Bissau ter uma bolsa de valores do caju, Djaura disse que sim.

Em declarações à Lusa, o presidente da associação dos agricultores (ANAG) da Guiné-Bissau, Jaime Gomes, manifestou-se satisfeito com a entrada em funcionamento do sistema de preços, por ser, defendeu, “a concretização da inovação que os agricultores sempre exigem”.

“O agricultor do norte vai passar a saber qual o preço que o colega do sul está a praticar”, na venda do seu caju, observou o líder da ANAG, salientando que o agricultor do caju “vai deixar de ser ludibriado”.

Jaime Gomes indicou também que além de informações sobre os preços, o agricultor passará a receber informações através do SIM-Caju sobre como proceder para a apanha do seu produto, como secar e armazená-lo.

O SIM-Caju vai permitir dotar o agricultor de técnicas de boa práticas, defendeu Gomes.

Lusa

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Lusa

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