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Mulheres bonitas do Facebook podem ser soldados talibãs com falsos perfis, indica relatório

Pesquisa do governo da Austrália conclui que os talibãs estão a criar falsos perfis no Facebook, com fotos de mulheres bonitas, para espiar soldados inimigos e obter informações confidenciais. Através de geolocalização, foram detetados perfis de origem perigosa. Três militares australiano foram assassinados há um mês, na sua base militar.

Para conseguir controlar os soldados inimigos, os talibãs estão a criar perfis no Facebook, onde se fazem passar por atraentes mulheres. O objetivo é chegar aos inimigos, através de pedidos de amizade na rede social. O passo seguinte é obter uma proximidade com os combatentes estrangeiros.

Esta é a conclusão de um estudo levado a cabo pelo governo da Austrália, divulgado pelo jornal Daily Telegraph. O Facebook é uma arma ao serviço de talibãs, que conseguem dados confidenciais e informação de soldados em missão no Afeganistão.

Os pelotões australianos já foram alertados para este procedimento na rede social e receberam ordens para se protegerem deste tipo de ‘terrorismo’ através do Facebook.

O governo daquele país divulgou um relatório onde da conta de um levantamento exaustivo. Com recurso a ferramentas que permitiram uma geolocalização, foram detetadas as coordenadas dos pontos de partida das informações trocadas pelo Facebook. E alguns desses locais permitiram perceber que são talibãs disfarçados de mulheres bonitas, na sua foto de perfil.

Os talibãs conquistam a confiança do seu ‘amigo’ no Facebook e, através dessa proximidade, conseguem superar quaisquer configurações de privacidade. Algumas mensagens trocadas na rede social partiam mesmo de falsos familiares.

Outro dado que resulta deste estudo é a impreparação dos soldados no uso do Facebook. A confiança depositada num desconhecido é grande e não existe cuidado para evitar ligações com eventuais falsos perfis, nem perceção em distingui-los dos verdadeiros. A falta de cuidado é um trunfo para os talibãs.

Este assunto é grave e representa uma ameaça. Mais do que uma ameaça: três militares australianos foram assassinados em agosto, no interior da sua base militar, em crimes praticados por um soldado afegão. A proximidade virtual do Facebook permitiu uma proximidade real, graças à recolha de dados privados.

“A maioria dos soldados não tem consciência de que há pessoas a usar falsos perfis. Alguns também se fazem passar por antigos colegas de escola e conseguem informação e dados sobre as suas deslocações”, revela o relatório, também divulgado pelo El Mundo.

Graças ao Facebook, os talibãs conseguem também perceber os padrões de comportamento do inimigo e, desse modo, dominá-lo. O Departamento de Defesa australiano prepara, neste momento, um protocolo sobre uso das redes sociais, destinado a soldados que estejam em missão.

Redação

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