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“Às vezes, só nos resta aplaudir”, escreve o NY Times sobre Ronaldo

A exibição “monstruosa” de Cristiano Ronaldo, autor de três golos, mereceu múltiplas reações entre a imprensa e várias personalidades mundiais. O NY Times não ficou indiferente e, num artigo arrepiante, escreve que “às vezes, só nos resta aplaudir” o melhor do mundo.

“Tudo o que os adeptos espanhóis puderam fazer, no final do encontro, foi aplaudir”. É desta forma que o NY Times, pelo jornalista Rory Smith, dá o mote para um artigo sobre a noite memorável de Cristiano Ronaldo.

A constante incerteza no marcador, aliada às dificuldades na preparação do encontro de ambas as partes, são os condimentos que o jornalista utiliza para definir um jogo “dramático”.

“Ainda assim, foi Ronaldo quem deu a vantagem a Portugal (…). Foi Ronaldo quem restabeleceu a vantagem (…) E foi Ronaldo que, a poucos minutos do final, converteu um livre à entrada da área, quando Portugal perdia por 3-2”, pode ler-se.

Cristiano Ronaldo foi o segundo jogador da Seleção Nacional que menos correu durante a primeira parte – apenas à frente de José Fonte – mas seria o capitão “a brilhar mais que qualquer outro jogador”.

“É verdade que, aos 33 anos, ele não é o jogador que já foi. (…) É enganoso dizer que ele se transformou num atacante, num jogador de área, porque ele não se restringe a conceitos mortais como a geografia”.

“Em vez disso, ele atingiu um nível de eficiência tão devastadora que não exige realmente algo tão mundano quanto a bola. Ele não precisa de estar envolvido. (…) Parece, muitas vezes, um mero passageiro. É uma ilusão. Ele está sempre no ‘cockpit'”, escreve o jornalista.

O artigo refere também que a seleção espanhola foi quem teve melhor no encontro, com mais oportunidades e mais posse de bola, mas serviu apenas de “vítima” para Cristiano Ronaldo.

“Quando soou o apito final, o estádio ficou de pé. Não apenas os adeptos portugueses, não apenas os neutros e os russos, mas também os adeptos espanhóis”.

Assim que terminou o encontro, Ronaldo acercou-se dos companheiros de seleção, roubando o brilho por um resultado sofrido mas importante nas contas do Mundial.

São esses companheiros que “não se importam de estar no elenco de apoio”, da mesma forma que os adeptos espanhóis não se importaram de “fornecer público” para o ‘one man show’ de Ronaldo.

 “Às vezes, é um prazer simplesmente estar lá. Às vezes, é um prazer apenas sentir e assistir. E no final, às vezes não há nada para fazer além de aplaudir”, termina.

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