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Zoo de Gaia diz que planta detetada com bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi destruída

A planta onde foi detetada a presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ foi “destruída imediatamente depois de comunicação” da tutela, indicou hoje à Lusa fonte do Zoo de Santo Inácio, concelho de Vila Nova de Gaia.

Portugal informou oficialmente a Comissão Europeia da presença da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ em plantas de lavanda no jardim de um ‘zoo’ em Vila Nova de Gaia. Em causa a presença de uma bactéria que ataca espécies como oliveiras e amendoeiras e para a qual não há cura.

Contactado o Zoo de Santo Inácio, fonte deste equipamento confirmou à agência Lusa que “no início do ano foram feitas análises às plantas” e que “a bactéria citada foi detetada num único canteiro”.

“O Ministério da Agricultura tirou amostras no início do ano e a planta foi destruída quando acusou positivo e imediatamente após a comunicação do Ministério. Foram responsáveis do zoo que destruíram a planta em colaboração com responsáveis do ministério”, descreveu a mesma fonte, acrescentando que “internamente se considerou que estava tudo tratado até porque não existiram mais indicações ou comunicações” da tutela.

“Mas claro que estamos disponíveis para colaborar ao máximo. E temos as portas abertas para o que acharem necessário”, concluiu o Zoo de Santo Inácio.

Já um ofício do Ministério da Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural, ao qual a Lusa teve acesso, com data de segunda-feira, aponta que a presença da bactéria foi confirmada a 03 de janeiro, estando esta “numa sebe ornamental de Lavandula dentata presente no jardim do Zoo de Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

A operação decorreu no âmbito do Programa de Prospeção Nacional e, continua a ler-se no documento, “de acordo com o previsto no Plano de Contingência está em curso, pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a prospeção intensiva na zona infetada – 100 metros em redor das plantas contaminadas – para determinação da extensão do foco”.

O ofício da tutela aponta que a zona onde foi detetada a bactéria foi demarcada e que continua o trabalho de amostragem e de destruição de plantas de outras espécies hospedeiras da subespécie multíplex.

“A destruição que ocorre mesmo antes de serem conhecidos os resultados das respetivas análises”, garante a tutela.

Por fim, o Ministério da Agricultura pede a todos os particulares ou profissionais a colaborarem com os esforços oficiais, lembrando os “prejuízos potencialmente causados pela bactéria ‘Xylella fastidiosa’ num vastíssimo leque de plantas hospedeiras, incluindo culturas de grande importância económica para o nosso país”.

Já fonte ligada à Comissão Europeia, apontou à Lusa que este organismo mantém contacto com as autoridades portuguesas, estando a acompanhar a situação.

Desde 2015, têm sido detetadas diferentes subespécies da bactéria ‘Xylella fastidiosa’ em França, Espanha e Itália em espécies ornamentais e também agrícolas.

A subespécie multíplex está associada a 58 espécies/géneros de plantas, entre eles, a amendoeira, a cerejeira, a ameixeira, a oliveira, o sobreiro, a figueira e muitas plantas ornamentais e da flora espontânea.

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