Economia

Wall Street fecha sem rumo mas com recordes do Dow Jones e S&P500

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, mas com novos recordes dos índices Dow Jones Industrial Average e S&P500, com o Nasdaq, pelo contrário, a causar a indefinição sobre o desenrolar nas negociações sino-norte-americanas.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average progrediu 0,33 por cento, para os 27.783,59 pontos, e o alargado S&P500 ganhou 0,07 por cento, para os 3.094,04.

Estes dois índices refletiram o desempenho da Disney, que valorizou 7,35 por cento, graças ao início prometedor da plataforma de transmissão vídeo ‘on-line’ Disney+ que, 24 horas depois do seu lançamento nos EUA, Canadá e Países Baixos, atraiu 10 milhões de assinantes.

Ao contrário, o tecnológico Nasdaq cedeu 0,05 por cento, para os 8.482,10 pontos, depois de na véspera ter fixado um máximo histórico.

A audição do presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, perante o Congresso, não trouxe surpresas relevantes.

“Entregou a mensagem que se esperava”, considerou Karl Haeling, da LBBW.

“Nada de novo, mas foi claro ao dizer que agora não é necessário novas descidas das taxas de juro, mas que a Fed está pronta para agir, se for preciso”, sublinhou Haeling, para concluir que “parece que isto tranquilizou os investidores”.

O Dow Jones e o S&P500 porém limitaram os seus ganhos e o Nasdaq regressou a terreno negativo, depois de notícias que reanimaram as dúvidas sobre a conclusão iminente de um acordo entre EUA e China.

Segundo o Wall Street Journal, designadamente, a China não pretende incluir no acordo compromissos quantificados sobre a compra de produtos agrícolas aos EUA, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter proclamado que os chineses tinham aceitado adquirir até 50 mil milhões de dólares (45 mil milhões de euros).

Aquele título da imprensa económica tinha informado na terça-feira que a extensão da redução das tarifas alfandegárias continuava a ser um motivo de desacordo entre as partes.

“Se acabarmos por ver novas taxas sobre a importação de produtos chineses em 15 de dezembro (como previsto atualmente), parece-me difícil que os índices continuem a subir para novos recordes”, sublinhou Haeling. “Mas se Trump renunciar às suas tarifas, então os índices poderiam continuar a subir”, acrescentou.

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