Economia

Wall Street fecha perto do equilíbrio com indicadores EUA e UE de sentido oposto

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje perto do equilíbrio, com os investidores hesitantes a assumirem responsabilidades, perante indicadores norte-americanos melhores do que previsto e europeus dececionantes.

Os resultados definitivos indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 0,06 por cento, para os 26.949,99 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq recuou outro tanto, para os 8.112,46.

Já o índice alargado S&P500 recuou 0,01 por cento, para as 2.991,78 unidades.

Os três índices tinham acusado na semana passada a sua primeira perda semanal em um mês.

“Abrimos durante a manhã ligeiramente em queda, em reação aos índices sobre a atividade na zona euro que foram muito dececionantes, com números particularmente terríveis para a Alemanha”, sublinhou Christopher Low, economista na FTN Financial.

Segundo um índice provisório publicado pelo gabinete de estudos IHS Markit, a atividade do setor privado na Alemanha caiu em setembro para o nível que teve durante a crise financeira de 2008.

Foi mesmo pior do que na zona euro em setembro, onde o índice tinha apresentado o seu índice mais baixo desde junho de 2013.

“Aumenta o receio de que o Banco Central Europeu seja impotente perante a perda de ritmo da economia europeia. Mesmo que o Governo alemão tenha demonstrado resistência a toda a ideia de um estímulo orçamental, temos a sensação de que a recessão vai ser inevitável neste país”, estimou Low.

Ao mesmo tempo, um índice preliminar da Markit sobre a atividade industrial nos EUA saiu melhor do que esperado. “Isto alimentou a ideia de que os EUA conseguem evitar os problemas económicos que afetam o resto do mundo”, acrescentou.

Os investidores mantiveram-se prudentes, perante a ausência de avanços concretos nas negociações sino-norte-americanas sobre o conflito comercial que opõe os dois países.

No final da semana passada, bastou o anúncio da anulação da visita a uma quinta no Montana por uma delegação chinesa para que os índices caíssem.

“Isto lembra-nos mais uma vez que os investidores reagem antes de tudo à relação comercial entre os EUA e a China”, disse Art Hogan, da National Holdings.

As discussões realizadas entre negociadores chineses e norte-americanos, na quinta e sexta-feiras, em Washington, antes de uma reunião de alto nível prevista para o início de outubro na capital norte-americana, foram “produtivas”, asseguraram na sexta-feira os serviços do gabinete do representante dos EUA para o comércio (USTR, na sigla em inglês).

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