Economia

Wall Street fecha em forte queda arrrastada pelos problemas no setor tecnológico

A bolsa nova–iorquina encerrou hoje em forte baixa, arrastada pelas perdas pesadas do setor da tecnologia, em contexto de nervosismo devido às ameaçadas ainda não dissipadas de guerra comercial sino–norte–americana.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o emblemático índice Dow Jones Industrial Average recuou 1,43% (344,89 pontos), para as 23.857,71 unidades.

O tecnológico Nasdaq perdeu mais do dobro, ao desvalorizar 2,93% (211,74), para os 7.008,81 pontos.

O índice alargado S&P500, por seu lado, abandonou 1,73% (45,93), para os 2.612,62.

“Várias empresas tecnológicas lideraram a descida dos índices”, sintetizou Art Hogan, da Wunderlich Securities.

A Alphabet, a ‘holding’ da Google, sofreu com o relançamento pela justiça dos EUA de um ‘dossier’ que opõe a Google ao especialista em programas informáticos Oracle, num caso de direitos de autor, e perdeu 4,47%.

A rede social Twitter foi afetada fortemente por uma nota da sociedade ativista Citron Research, que sugeriu a aposta na descida da sua cotação, devido ao aparecimento do escândalo Facebook, e desvalorizou 12,03%.

A Facebook, por seu lado, prosseguiu a sua descida vertiginosa, com uma nova perda (-4,92%), quando foi denunciado que a sociedade Cambridge Analytica, que está no centro do escândalo sobre a utilização indevida de dados pessoais de utilizadores do Facebook, teria tido “um papel crucial” no referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia.

A empresa dirigida por Mark Zuckerberg já perdeu quase 18% desde o início do escândalo, há pouco mais de uma semana.

“Quando o mercado toma uma tal direção, ninguém vai tentar apanhar a faca que cai”, acrescentou Hogan.

A estes fatores de perturbação acresce a ainda não afastada ameaça de guerra comercial entre a China e os EUA.

“Os problemas comerciais ainda ocupam uma grande parte das inquietações dos investidores”, observou Shawn Cruz, da TD Ameritrade.

Este analista sinalizou ainda a forte descida das taxas de juro da dívida norte-americana, com as obrigações do Tesouro a 10 anos a passarem de 2,852% na segunda-feira à noite para 2,780% e as a 30 anos a passarem de 3,086% para 33,030%.

“Estas descidas sugerem que os investidores estão à procura de ativos menos arriscados”, leu Cruz.

Sensíveis às taxas de juro, as ações do setor financeiro recuaram de forma clara, com o subíndice do S&P500 que os junta a desvalorizar 1,98%.

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