Ásia

Wall Street fecha em baixa por aumento de nervosismo com negociações EUA-China

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores a cederem ao anúncio de cancelamento da deslocação de dirigentes chineses a quintas dos Estados do Montana e Nebrasca.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,59 por cento, para os 26.935,07 pontos.

O tecnológico Nasdaq recuou 0,80 por cento, para as 8.117,67 unidades, e o alargado S&P500 perdeu 0,49 por cento, para as 2.992,07.

No conjunto da semana, o Dow Jones desvalorizou 1,04 por cento, o Nasdaq contraiu 0,72 por cento e o S&P500 baixou 0,50 por cento, com estas perdas semanais a serem as primeiras a ocorrerem desde há um mês.

A confirmação de que a delegação chinesa tinha encurtado a sua permanência em solo norte-americano fez cair Wall Street.

O anúncio indicou “que existem outros pontos [na relação sino-norte-americana], porque ao mesmo tempo Donald Trump declarou que não precisava do acordo comercial antes das eleições presidenciais”, em novembro de 2020, segundo Quincy Krosby, da Prudential.

“Queremos um acordo total, um acordo parcial não me interessa”, afirmou hoje o Presidente dos EUA, Donald Trump. “Isso poderia ir mais depressa, mas não seria um acordo bom. É preciso fazer bem as coisas”, acrescentou, mencionando a extrema complexidade do ‘dossier’.

Em todo o caso, porém, uma reunião entre negociadores chineses e norte-americanos, iniciada na quinta-feira, continuou hoje em Washington, confirmou à AFP um dirigente dos serviços do Representante dos EUA para o comércio (USTR, na sigla em Inglês).

Os investidores também estiveram a seguir com atenção os comentários de vários membros da Reserva Federal (Fed) sobre a descida da taxa de juro de referência, em um quarto de ponto percentual, anunciada na quarta-feira.

Se o presidente do banco da Fed em Boston, que se tinha oposto à descida, estimou que a economia dos EUA “não precisa de um estímulo monetário suplementar”, já o do de Saint Louis, que defendeu um corte maior, considerou que tinha sido melhor “precaver-se contra novas descidas da inflação esperadas e contra um arrefecimento da economia”.

De forma geral, “os investidores pareceram satisfeitos com uma Fed que se mostrou atenta aos novos dados económicos, enquanto escrutinava as consequências das tensões comerciais”, resumiu Krosby.

A volatilidade nos mercados foi mais forte do que o habitual, devido à época designada como de quatro bruxas, em alusão à ocorrência quatro vezes por ano da expiração dos prazos de vários tipos de contratos e opções, obrigando os investidores a desfazerem-se de algumas posições.

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