Economia

Wall Street fecha em alta graças às valorizações do petróleo e da finança

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, graças à valorização dos valores energéticos, alicerçados na subida dos preços do petróleo, e financeiros, após as taxas de juro da dívida norte-americana a 10 anos passarem acima dos 3 por cento.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average progrediu 0,75 por cento, para os 24.542,54 pontos, e o Nasdaq 1,0 por cento, para as 7.339,91 unidades.

Da mesma forma, o S&P500 valorizou 0,97 por cento, para os 2.697,79 pontos.

Os valores do setor da energia dominaram a tendência em Wall Street, com o subíndice que os agrupa no S&P500 a subir 2,03 por cento, na que foi a alta mais forte entre os subíndices em que se decompõe este índice alargado.

“Sente-se um regresso do apetite por um setor deixado de lado há muito tempo pelos investidores”, salientou Nate Thooft, da Manulife AM.

O setor foi impulsionado por uma nova subida das cotações do petróleo, para um nível mais alto desde novembro de 2014, no dia seguinte ao anúncio feito por Donald Trump da retirada dos EUA do acordo sobre o nuclear iraniano e de um regresso das sanções.

Estas sanções podem afetar, mas pouco, as exportações iranianas de petróleo.

As empresas norte-americanas ligadas ao petróleo beneficiaram com a subida das cotações, porque esta “encoraja as sociedades de extração a fazer mais despesas de investimento”, estimou Stewart Glickman, do gabinete de investigação CFRA.

As petrolíferas ExxonMobil e Chevron valorizaram respetivamente 2,36 por cento e 1,70 por cento, tal como a sociedade de serviços ao setor Schlumberger, que avançou 1,93 por cento.

O mercado obrigacionista, por seu lado, viu os juros subirem, com o das obrigações do Tesouro norte-americano a 10 anos a passarem de 2,976 por cento na noite de terça-feira, para os 3,004 por cento de hoje.

Esta taxa da dívida a 10 anos tornou a passar assim o limiar simbólico dos 3 por cento, o que já tinha feito no final de abril pela primeira vez em quatro anos.

Os valores do setor financeiro, sensíveis a esta subida das taxas, “beneficiam”, comentou Thooft, com o subíndice respetivo do S&P500 a ganhar 1,50 por cento.

Da mesma forma, a taxa de juro da dívida a 30 anos passou para 3,160 por cento, acima dos 3,130 por cento do fecho anterior.

Na frente da inflação, os preços na produção progrediram menos do que previsto em abril, em 0,1 por cento, metade do esperado.

Os investidores aguardam agora o relatório sobre os preços no consumidor, que deve sair na quinta-feira.

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