Economia

Wall Street encerrou sem direção, investidores entre optimismo e pessimismo

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem direção, com os investidores divididos entre o otimismo relativo às discussões comerciais sino-norte-americanas e o receio quanto a um novo encerramento de serviços do Governo federal, o designado ‘shutdown’.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice alargado Dow Jones Industrial Average cedeu 0,21 por cento, para fechar nos 25.053,11 pontos.

Ao contrário, o tecnológico Nasdaq apreciou-se 0,13 por cento, para as 7.307,90 unidades, e o alargado S&P500 ganhou 0,07 por cento, para as 2.709,80.

“Depois de quase seis semanas consecutivas de subida bolsista, os investidores apostam nas negociações comerciais como o próximo carburante para a subida das cotações”, comentou Adam Sarhan, da 50 Park Investments, acrescentando, contudo, que esperava “mais clareza” dos debates em curso.

Quando faltam menos de três semanas para o fim da trégua comercial determinada pelos Estados Unidos da América, durante a qual nenhuma tarifa alfandegária suplementar seria aplicada às trocas comerciais entre chineses e norte-americanos, o representante-adjunto dos EUA para o Comércio, Jeffrey Gerrish, iniciou hoje discussões preliminares em Pequim.

Estes contactos devem preceder as discussões previstas para Pequim, na quinta e sexta-feira, entre os chefes das equipas negociais, o representante para o Comércio, Robert Lighthizere o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, do lado norte-americano, e o vice-primeiro-ministro, Liu He, e o governador do banco central, Yi Gang, do lado chinês.

Por outro lado, os índices sofreram com o receio de se assistir à repetição de um novo bloqueio político em Washington, no próximo fim de semana.

No domingo, a Casa Branca não afastou a possibilidade de um novo ‘shutdown’, se nenhum acordo for encontrado, até ao próximo dia 15, com os democratas sobre o financiamento do muro que o Presidente norte-americano, Donald Trump, deseja construir na fronteira com o México.

“O relógio avança rapidamente”, avisaram os analistas da Charles Schwab, referindo-se ao risco de um segundo bloqueio político no espaço de poucas semanas.

Em 25 de janeiro tinha sido alcançado um acordo para acabar com o ‘shutdown’, que durava há 35 dias, um recorde na história dos EUA.

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