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Votos em partidos anti-‘Brexit’ superiores aos eurocéticos nas eleições europeias britânicas

Os votos em partidos anti-Brexit ultrapassaram o apoio a partidos eurocéticos nas eleições europeias britânicas, de acordo com os resultados finais oficiais divulgados hoje.

Somando os votos dos Liberais Democratas (20,3 por cento), Verdes (12,09 por cento), Change UK (3,4 por cento), nacionalistas escoceses SNP (3,6 por cento) e galeses Plaid Cymru (1 por cento), o conjunto chega a 40,4 por cento.

Apesar de terem concorrido separados, todos estes partidos defendem um novo referendo ao Brexit para desbloquear o atual impasse no Parlamento britânico, antecipando fazer campanha pela opção de permanecer na União Europeia (UE).

Embora o Partido do Brexit (PB) seja vencedor destacado a nível individual, com 31,6 por cento dos votos a nível nacional, só soma 34,9 por cento se juntar a quota do UKIP (3,3 por cento), o outro partido que também fez campanha por uma saída da UE sem acordo.

Recém-formado, há menos de dois meses, por Nigel Farage, eurodeputado há 20 anos pelo UKIP, o PB conseguiu uma vitória esmagadora e elegeu 29 eurodeputados, mais do dobro do adversário mais próximo, os pró-europeus Liberais Democratas, que só elegeram 16.

Os principais derrotados foram os conservadores, que perderam 15 de 19 assentos no Parlamento Europeu, caindo para quinto lugar a nível nacional, com apenas 9 por cento dos votos.

O partido Trabalhista, que perdeu 10 assentos e ficou em quinto lugar na Escócia e terceiro no País de Gales, foi também castigado devido à posição ambígua sobre o Brexit.

Os eleitores castigaram os dois principais partidos políticos devido à situação com o processo de saída do Reino Unido da UE, por concretizar desde o referendo de 2016 e adiado desde a data prevista de 29 de março para 31 de outubro.

O partido Verde assegurou sete assentos em Bruxelas, o seu melhor resultado de sempre, o UKIP perdeu todos os 24 lugares que tinha conseguido em 2014 e o Change UK, partido anti-Brexit formado por dissidentes trabalhistas e conservadores, não conseguiu eleger nenhum.

Na Escócia, o domínio do SNP garantiu a eleição de mais um eurodeputado, somando três dos seis disponíveis, e no País de Gales o Plaid Cymru segurou o único assento em Bruxelas.

Na Irlanda do Norte, a novidade foi a eleição da líder do pró-europeu Alliance, superando o pró-Brexit Partido Unionista do Ulster, que elegia consecutivamente representantes para o Parlamento Europeu desde 1979.

A abstenção a nível nacional no Reino Unido desceu para 63 por cento, cerca de dois pontos percentuais mais baixa do que em 2014.

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