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Von der Leyen diz que onda de desinformação sobre a pandemia “tem de parar”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientou hoje a necessidade de parar a “onda massiva” de desinformação relacionada com o novo coronavírus, alimentada pela “incerteza e ansiedade”, e apelou a mais ação das plataformas digitais.

“O alho ou a vitamina C podem curar o novo coronavírus? Não. O vírus infeta apenas pessoas idosas? Não. Mas todos nós já vimos estas ou outras falsas alegações na internet ou em redes sociais”, denuncia Ursula von der Leyen numa mensagem publicada esta tarde em vídeo.

Observando que “há um número crescente de notícias falsas a circular sobre o surto, especialmente na internet”, a líder do executivo comunitário classifica esta como uma “onda massiva, que se alimenta pela incerteza, ansiedade e por um contexto noticioso que muda rapidamente”.

“Isto tem de parar”, vinca Ursula von der Leyen.

Recordando que plataformas digitais como a Google, Facebook, Twitter, Microsoft, Mozilla se comprometeram, no final de 2018, a combater a desinformação nas suas páginas, através da assinatura de um código de conduta contra as ‘fake news’, um mecanismo de autorregulação, a responsável destaca o trabalho feito por estas tecnológicas.

“As plataformas estão a promover o acesso a fontes autorizadas – como autoridades de saúde pública – e estão a suprimir e a eliminar conteúdo prejudicial e anúncios falsos ou enganosos, mas precisa de ser feito mais”, sublinha a responsável.

Para Ursula von der Leyen, “as empresas de redes sociais devem compartilhar dados com a comunidade de verificação de factos para que, juntas, possam desmantelar perigosos rumores”.

“Continuaremos a monitorizar de perto as ações tomadas pelas plataformas”, adianta.

E pede aos cidadãos: “Confie nas autoridades de saúde, confie na Organização Mundial de Saúde, confie na imprensa credível, com histórico de precisão”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

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