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Vítimas do Ébola: OMS admite que dados oficiais estão abaixo da realidade

ebola Há mais vítimas mortais do Ébola do que as registadas pelos dados oficiais sobre o vírus. A Organização Mundial de Saúde admite que os números têm sido “subestimados” e que o avanço descontrolado da epidemia só poderá ser contido com “medidas extraordinárias”.

A epidemia de Ébola que surgiu na África ocidental e que ameaça espalhar-se por todo o mundo provocou 1069 mortos a nível oficial, mas há mais vítimas, como reconheceu a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A instituição admitiu que os dados oficiais, que ‘limitam’ a epidemia a quatro países (Guiné Conacri, Libéria, Serra Leoa e Nigéria) e reportam a existência de 1975 pessoas infetadas e de 1069 vítimas mortais, têm sido “subestimados”.

No mesmo comunicado, a OMS sustenta que o controlo da epidemia poderá prolongar-se por mais de seis meses, apesar de todo o esforço de coordenação para uma resposta global.

A epidemia continua a ganhar dimensão e exige mesmo que os vários países adotem “medidas extraordinárias” para conter o avanço desta febre hemorrágica ainda sem cura.

Os avisos da OMS contrastam com a tranquilidade do ministro da Saúde de Portugal, Paulo Macedo, que garante ter as condições clínicas em estado de prontidão caso a infeção entre no país.

Apesar do alerta para os efeitos “subestimados” da epidemia, a OMS continua a não sugerir a proibição de viagens de e para os países afetados pelo Ébola.

Para a diretora do Departamento de Prevenção e Tratamento contra epidemias, Isabelle Nuttall, o facto do contágio só ser possível através de um contacto direto não justifica a adoção dessa medida.

A responsável pediu especial atenção às pessoas que desempenhem qualquer função em áreas de fronteira, sobretudo quando lidam diretamente com passageiros.

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