Cultura

Vigília pela cultura em frente ao Parlamento

Cerca de 300 profissionais da cultura em Portugal estão em vigília, por turnos e desde as 09h00, em frente à Assembleia da República, para dar “visibilidade” aos problemas do setor.

O protesto ocorre num contexto em que a pandemia de covid-19 “tornou mais evidentes” as fragilidades dos profissionais das artes e da cultura.

“Achámos que devíamos sair um bocadinho das redes [sociais], sair à rua, dar a cara, mostrar que existimos, que estamos aqui. É um momento de dar visibilidade a essa luta, que nalguns pontos até já tem muitos anos, mas esta situação de pandemia que se vive agora tornou as muitas fragilidades deste setor mais evidentes”, explicou uma porta-voz, Joana Saraiva, em declarações à Lusa.

A vigília é feita por um grupo de dez pessoas, rendido a cada meia hora e que integra profissionais de várias áreas.

“Há técnicos, atores, encenadores, produtores, audiodescritores, bailarinos, coreógrafos… Conseguimos que fosse transversal e que fosse uma boa amostra das várias profissões dentro deste setor”, salientou Joana Saraiva.

O protesto serve também para reivindicar “um apoio de emergência” para o setor, sendo que o mesmo não ser condicionado a “uma lógica de concurso, em que as pessoas têm que provar que são merecedoras de um apoio”.
Isto porque a Linha de Apoio de Emergência às Artes, criada pelo Governo, apoiou só 311 das 1025 candidaturas, sendo que apenas 636 foram consideradas elegíveis.

De acordo com a organização, a vigília está também a decorrer em Porto, Caldas da Rainha, Santa Maria da Feira, Leiria e Évora.

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