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Viegas admite “mudar” Acordo Ortográfico e faz críticas ao processo

francisco_jose_viegasMais avanços e recuos, provocados pelo Acordo Ortográfico, com o Governo a ponderar uma revisão. O Português – atual ou actual? – não gera consensos e Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura, defende que “até 2015, a ortografia poderá ser corrigida”. Apesar de Portugal já falar e ensinar o ‘novo’ Português, Viegas diz que “não há polícia da Língua”.

A mesma ortografia que as escolas já ensinam, na disciplina de Português e não, ratificada num acordo sem consenso, está a provocar recuos. Num prorgama da TVI, Francisco José Viegas admitiu fazer mudanças, no sentido de “aperfeiçoar” o Acordo Ortográfico, que entra em pleno vigor a partir de 2015.

O Governo pondera, segundo o secretário de Estado da Cultura, mudar o Acordo Ortográfico e “aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar”, sendo que “há três anos para o fazer”. Mas… e que Língua falamos? Como escrever corretamente? Qual a validade do Acordo Ortográfico?

Francisco José Viegas tem outras respostas. O titular da pasta da Cultura entende que o processo “não foi bem encaminhado” e foi decidido “à última da hora”. Nesse sentido, “até 2015” é possível “corrigi-la”, possibilidade que “o Governo usará”.

“A ortografia é algo artificial, provavelmente. Portanto, sendo artificial, nós podemos mudá-la Nós temos que aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar. E há três anos para o fazer”, revelou Francisco José Viegas, que se manifesta, no entanto, a favor de algumas mudanças previstas no Acordo Ortográfico.

Estas palavras do secretário de Estado da Cultura geram, no entanto, um cenário abstrato. O Português já é ensinado nas escolas com manuais redigidos à luz do novo Acordo Ortográfico. Apesar de o protocolo estabelecido entre os países apenas determinar a adoção do acordo a partir de 2015, certo é que Portugal já fala e ensina o ‘novo’ Português.

Dentro de três anos a nova grafia é implementada nos países que partilham a Língua, mas as resistências ao novo Acordo permanecem. E atingem a sensibilidade de Francisco José Viegas, que tem o poder de decidir. Entretanto, remata o secretário de Estado, “cada português tem a possibilidade de escolher a ortografia que prefere”, sendo que não existe “uma polícia da Língua” e o desrespeito do novo acordo não acarreta “sanções graves”.

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