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Vídeo: Saiba porque toda a gente fala da presidente da Croácia

Chama-se Kolinda Grabar-Kitarovic, tem 50 anos, é presidente da Croácia e tornou-se numa das grandes figuras do Mundial – sem exageros. A chefe de Estado croata entrou no coração de milhões de adeptos de futebol, muitos mais do que os quatro milhões de habitantes do seu país.

Kolinda Grabar-Kitarovic, a chefe de Estado da Croácia, ganhou visibilidade com a presença do seu país no Mundial’2018, muito antes da qualificação para a final.

Depois da derrota com a França, nas redes sociais multiplicam-se notícias sobre Kolinda, por culpa dos seus gestos notáveis.

Viajou para a Rússia em classe económica, como qualquer adepto de futebol.

Pagou a viagem do seu bolso, porque entende que não tem de ser o seu país a suportar a despesa de uma viagem que lhe dá prazer – esteve na Rússia mais como adepta, do que como presidente da Croácia.

Celebrou cada golo como se de um adepto ferrenho se tratasse, numa manifestação de amor ao seu país.

Abraçou os artífices dessas conquistas e manifestou apreço pela forma como estavam a glorificar a Croácia pelo mundo, através do desporto-rei.


Foi emocionante a forma como abraçou os jogadores, depois da derrota com a França. E digno de fair-play o modo como cumprimentou o adversário.

Sem nunca despir a camisola da Croácia, desceu ao balneário francês para saudar os campeões do mundo, discursando perante eles. Participou na celebração, mostrando que sabe perder.


Kolinda Grabar-Kitarovic – que já tinha dado nas vistas pela sua beleza – consegue superar Marcelo e conquistar o título de ‘presidente dos afetos’.

Agraciada com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal, precisamente por Marcelo Rebelo de Sousa, em abril de 2018, Kolinda Grabar-Kitarovic mostra ao mundo uma forma diferente de exercer cargos políticos.

Mas a presidente croata não é uma figura consensual. No passado viu-se envolvida em várias polémicas, uma delas com ligação direta ao futebol.

Um dos principais financiadores da campanha presidencial foi Zdravko Mamic, que no final de 2015 foi detido por suspeitas de envolvimento em crime organizado e evasão fiscal.

Mamic, notório apoiante da presidente croata, terá desviado cerca de 15 milhões de euros do Dínamo de Zagreb, para além de ‘meter ao bolso’ muitos milhões com as transferências de dois finalistas do Mundial, Luka Modric (para o Tottenham, em 2008) e Dejan Lovren (para o Lyon em 2010).

Segundo a imprensa croata, há muitas ligações pouco claras entre o futebol e a política neste país balcânico. Fruto da posição que ocupa, Kolinda Grabar-Kitarovic é um dos nomes mais associados a rumores e polémicas.

A dirigente terá subido no partido União Democrática da Croácia (HDZ) graças, dizem os críticos, ao apoio da ala mais à direita, de cariz nacionalista.

Pouco antes de ser presidente, enviou uma mensagem de condolências à família de um condenado por crimes contra a Humanidade e crimes de guerra, o general Slobodan Prajlak.

Com ‘carreira’ num partido de direita e conotada por muitos com a extrema-direita, a mulher que roubou as atenções na final do Mundial é também defensora de políticas bem de esquerda, como a legalização do aborto, o uso de canábis para fins medicinais e os direitos da comunidade LGBT.

Conheça a presidente de que toda a gente fala.


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