Insólito

Vídeo: Querem fazer sexo com a natureza para a salvar

Um festival a decorrer em Sidnei, na Austrália, convida as pessoas a salvar a Terra. Como? Fazendo sexo com a natureza. Já ouviu falar na ecossexualidade?

Há uma nova tribo urbana (chamemos-lhe assim…) a dar que falar: os ecossexuais, que esta semana se reúnem em Sidnei para num festival de formas de vida alternativas e arte experimental.

‘Ecosexual bathhouse’ (‘casa de banho ecossexual’, numa tradução literal) é a proposta mais arrojada do Sydney LiveWorks Festival. Esta instalação, criada pelos Pony Express (Loren Kronemyer e Ian Sinclair), apresenta-se como “uma extravagância concebida para dissolver as barreiras entre espécies enquanto caímos no esquecimento”.

Tentemos explicar: o fim do mundo está mais próximo, devido ao aquecimento global e outras crises ecológicas, pelo que mais vale aproveitarmos a ecossexualidade enquanto ainda vamos tendo um planeta onde habitar.

Mais difícil é explicar o conceito de ecossexualidade, uma vez que ainda não existe uma definição consensual para este movimento. Jennifer Reed, a tirar um pós-doutoramento de sociologia na Universidade do Nevada (EUA), elabora uma tese que reúne as principais correntes identificadas ao longo dos últimos dois anos.

Um ecossexual pode ser alguém que gosta de atividades em contacto direto (literalmente) com a natureza, como caminhar ou nadar nu; pode ser alguém que incentiva a sociedade a usar briquedos sexuais fabricados sem prejuízo para o ambiente; ou, numa versão radical, “quem rebola pela lama até atingir o orgasmo”, como resumiu Amanda Morgan.

“Há pessoas que têm relações com árvores ou que se masturbam debaixo de uma queda de água”, acrescentou esta ativista ecossexual.

É graças a ativistas como Amanda Morgan, Annie Sprinkle e Elizabeth Stephens que o movimento pela ecossexualidade se tem disseminado a nível mundial. Para além de conferências e seminários, têm produzido filmes e documentários sobre o tema.

O próximo objetivo destes ativistas é promover casamentos entre humanos e a Terra, a Lua ou outras “entidades naturais”.

Mais do que uma identidade sexual, a ecossexualidade é, para a maioria dos praticantes (são mais de 100 mil, segundo um levamento apresentado na última parada do orgulho gay de São Francisco, nos EUA), a última hipótese de salvarmos o planeta das agressões ambientais da Humanidade.

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