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Vídeo: Pugilato e agressões no Parlamento da Ucrânia

pugilato no parlamentoA discussão parlamentar na Ucrânia fez-se, hoje, à custa de argumentos físicos. Quando um deputado comunista alertava para a crescente influência da direita, parlamentares nacionalistas foram empurrá-lo para fora do púlpito. Por momentos, a política fez-se com agressões.

A violência marcou o debate de hoje no Parlamento da Ucrânia.

No dia em que foi aprovada uma lei para criminalizar a instigação ao separatismo, um deputado comunista foi empurrado do púlpito por um colega nacionalista.

Por momentos, o debate político fez-se de empurrões, murros e outras agressões.

Na origem da confusão esteve a proposta de lei para a criminalização do separatismo.

O diploma previa a ilegalização de grupos ou cidadãos que instiguem ao separatismo e penas de prisão, entre os três e os cinco anos, para quem atentar contra a integridade territorial da Ucrânia.

O líder da bancada comunista, Petro Symonenko, acusou o Governo interino (eleito numa praça de Kiev, mas reconhecido por vários países) de incapacidade para lidar com a população de etnia russa, que se tem manifestado a favor de mais referendos de secessão na Ucrânia.

Para Symonenko, a ‘cedência’ da Crimeia, uma península que votou a favor da secessão (num referendo não reconhecido pela ONU) e aderiu à Federação Russa, é “um precedente” para que a Rússia promova mais ações extremistas, como a ocupação de edifícios governamentais em Kiev, Donetsk, Luhansk e Kharkiv.

O discurso não caiu bem junto do Svoboda, o partido de extrema-direita que tem vários membros no Governo interino.

Vários parlamentares nacionalistas desceram até ao púlpito para expulsar o líder comunista, o que gerou uma troca de agressões ente vários deputados.

A proposta de lei acabou por ser aprovada com 231 votos a favor (entre os 450 deputados), com todos os parlamentares comunistas a absterem-se.

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