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Vídeo: Padre diz que aparições de Fátima foram “montagem” e “um crime”

Este padre passou parte da sua vida a pregar contra Fátima. Mário de Oliveira diz que as aparições “foram uma montagem do clero de Ourém”. Fala em “crime” sobre três crianças, que “morreram em consequência dos horrores que viveram, dos medos que os padres incutiram com discursos, pelos sacrifícios que passaram a fazer”. Recorde o vídeo.

Mário de Oliveira é um dos mais polémicos padres portugueses. Garante que Fátima é um negócio, montado à custa de uma mentira: as aparições de Nossa Senhora. Ao longo da sua vida, este padre da Lixa tem ‘pregado’ contra o que chama de “montagem” ou “negócio”, que provocaram a morte a duas crianças e uma vida dura a uma terceira.

Lúcia, Francisco e Jacinta, que contavam 10, 9 e 7 anos, respetivamente, afirmaram ter visto “uma senhora mais branca que o sol”, no dia 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, em Ourém.

Para Mário de Oliveira, os três menores foram obrigados a contar aquela história.

“As três crianças – envolvidas pelo clero de Ourém, em 1917, naquela montagem das aparições de Fátima – foram vítimas. E na minha sensibilidade de padre e de ser humano isto perfaz um abuso tão grave como a pedofilia”, diz.

O padre fala em “crime grave” e associa a morte de duas crianças às privações que tiveram de viver.

“Duas crianças morreram em consequência dos horrores que viveram, dos medos que os padres incutiram com discursos, pelos sacrifícios que passaram a fazer. As crianças nem dormiam… Não comiam, não bebiam água em pleno verão”, defende.

E morreram, no advento da gripe pneumónica diz.

“A Lúcia sobreviveu porque era mais velha e talvez tenha percebido que houve ali um teatrozinho que montaram”, realça ainda Mário de Oliveira, que escreveu mais do que um livro onde denuncia o que chama de “negócio” da igreja.

O pároco aponta uma incongruência: Francisco e Jacinta morreram de doença (a célebre gripe pneumónica) e Fátima é hoje um local de culto de pessoas que procuram cura de doenças.

Como se diz que se faz milagres e que se cura doentes, quando dois dos videntes de Fátima morreram da doença? E em vez de soltarem a Lúcia, encarceraram-na toda a vida. E isto é hediondo, é um crime”, insiste.

Segundo defende este padre, “Fátima é uma empresa que dá muito dinheiro à igreja em Portugal e ao Vaticano também”.

“Aliás, digo que se o Papa vem a Fátima é porque as finanças do Vaticano estão em baixo. Ele não vem aqui e vai de mãos a abanar. O Santuário tem de lhe fazer chegar uma avultadíssima verba”, revela.

Recorde essa entrevista do padre Mário de Oliveira, concedida em vésperas de uma visita do Papa Bento XVI a Portugal, em 2010.

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