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Vídeo: O salvamento de um nepalês que esteve soterrado por 82 horas

O sismo no Nepal foi há quatro dias e provocou 5006 mortos, mas todos preferem olhar para o milagre de Rishi Khanal, o jovem nepalês que sobreviveu 82 horas debaixo dos escombros de um prédio. O sobrevivente, que teve de beber a própria urina, ficou com uma perna amputada.

O mais violento sismo a abalar o Nepal nos últimos 80 anos ocorreu no sábado, tendo já fechado a janela de três dias para encontrar sobreviventes. A partir dessa altura, qualquer caso é encarado como um milagre.

E o milagre tem um nome: Rishi Khanal. Durante 82 horas, este jovem nepalês esteve soterrado pelos escombros de um prédio, em Kathmandu, mas foi resgatado com vida depois de uma decisão que se revelou vital.

“Já tinham passado quatro dias. Não tinha comida nem bebida, por isso bebi a minha própria urina”, revelou o novo herói nacional do Nepal.

Rishi Khanal estava no segundo andar do edifício, prestes a sair para apanhar um autocarro, quando se viu preso debaixo dos escombros. “Não havia nenhum som a entrar ou a sair”, recordou: “Continuei a bater contra os escombros e, finalmente, alguém respondeu e veio ajudar-me”.

Uma ajuda que chegou quando os cadáveres deixavam “um cheiro terrível” em terror e o próprio corpo do jovem “dava sinais” de que não iria aguentar: “Tinha a certeza que ia morrer”.

“Tive sempre alguma esperança, mas ontem acabei por desistir. As minhas unhas estavam a ficar brancas e os meus lábios quebrados. Perdi toda a esperança ontem e eu tinha a certeza de que ninguém estava a vir ao pé de mim”, explicou.

Rishi Khanal acabou por sair com vida, mas vai perder uma perna, que foi esmagada por uma viga.

“Começámos a escavar um buraco no cimento, seguindo as instruções da equipa francesa, e depois cortámos a viga que matinha a sua perna presa”, revelou Narayan Thapa, um agente da polícia nepalesa que participou na operação de resgate.

A notícia do milagre coincidiu com a atualização do número de vítimas provocado por um terramoto que atingiu os 7.8 na escala de Richter. De acordo com um assistente de saúde do Ministério do Interior, o número de mortos ascendeu aos 5006 e os feridos aproximam-se dos 10.000.

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