Economia

Vídeo: “Deve ser o povo a pagar e o acionista privado a fazer o que quer?”

Pedro Nuno Santos, ministro das Infra-Estruturas, tornou-se no protagonista político do dia nas redes sociais pela resposta inflamada que deu a João Gonçalves Pereira, deputado do CDS-PP, durante um debate envolvendo a TAP.

O momento ocorreu na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, quando o deputado centrista questionou o ministro a propósito de uma garantia estatal para um empréstimo de 350 milhões de euros à TAP, garantia essa que foi pedida pelo acionista privado da empresa, David Neeleman.

“Sabe qual é a dívida da TAP? Oitocentos milhões de euros. O que o deputado está a dizer é que uma empresa altamente endividada, com a atividade toda parada e sem perspetiva de recuperação… O deputado diz-me que um empréstimo de 350 milhões de euros, garantido pelo povo português, vai resolver o problema”, reagiu o governante socialista.

Recusando-se “a atravessar o povo português”, o ministro lembrou que, caso a TAP não consiga pagar o empréstimo, “é o povo português que paga”.

No entender do governante, o deputado do CDS defendia que o Estado concedesse a garantia pública ao empréstimo para “o acionista privado fazer o que quer com o dinheiro” dos contribuintes.

“Uma garantia pública é dinheiro público! Ou o deputado espera que a TAP receba 350 milhões de euros e depois comece a voar e pague os 350 mais os 800? Vivemos em que mundo? Vamos ser realistas”, finalizou Pedro Nuno Santos.

Recorde-se que a TAP tem sido uma polémica recorrente entre CDS e PS desde que a coligação PSD/CDS privatizou a empresa, cedendo a gestão executiva à Atlantic Gateway (de David Neeleman).

Quando o PS regressou ao poder, uma renegociação do modelo de gestão colocou o Esatdo como acionista maioritário (50 por cento) e a Atlantic Gateway com 45 por cento, com os trabalhadores da empresa a deterem os restantes cinco por cento do capital.

Veja o vídeo.

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