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Vídeo: Carlos Alexandre critica sorteio do juiz para ‘Operação Marques’

O juiz Carlos Alexandre deixou reparos à forma como foi realizado o sorteio do magistrado que irá conduzir a nova fase do processo ‘Operação Marquês’. O juiz de instrução questiona o número de processos que estão, ou podem estar, entregues a cada um dos juízes.

Em declarações à RTP, Carlos Alexandre faz vários reparos e, desde logo, salienta que apenas foi encaminhada uma “parte dos mais de mil volumes” para o juiz Ivo Rosa, algo que declara que não aceitaria, se fosse para ele.

Além disso, o juiz faz reparos à forma como decorreu o sorteio para a escolha do juiz que vai liderar a nova fase do processo ‘Operação Marquês’.

“Há uma aleatoriedade que pode ser maior ou menor consoante o número de processos que existem entre mais do que um juiz”, refere.

Carlos Alexandre teme que “a aleatoriedade do sistema pode alterar-se significativamente, em poucos dias”, no caso de um juiz receber vários processos consecutivos.

Na entrevista à RTP, que será transmitida logo mais na versão mais alargada, Carlos Alexandre lembra ainda que estava de folga no dia em que foi “distribuída uma parte de determinado processo”.

Carlos Alexandre estava a gozar folga no dia em que foi realizado o sorteio que ditou o nome de Ivo Rosa para ser o juiz da nova fase do processo ‘Operação Marquês’ que envolve, entre outros nomes, José Sócrates e Ricardo Salgado.

O sorteio informático do megaprocesso, um dos mais mediáticos nos últimos anos no país, realizou-se no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

Carlos Alexandre foi o juiz da primeira fase do processo e algumas das suas decisões, entre as quais a de mandar Sócrates para a cadeia em prisão preventiva, mereceram críticas dos advogados que pediram o seu afastamento do processo.

Veja o vídeo com as declarações de Carlos Alexandre.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates é o suspeito mais mediático neste processo.

O ex-chefe do Governo chegou a estar preso preventivamente durante dez meses e depois em prisão domiciliária e está acusado de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 de branqueamento de capitais, nove de falsificação de documentos e três de fraude fiscal qualificada.

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