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Veterano do Afeganistão adotado por médica militar

vidar 210vidarVidar, um veterano que serviu o exército britânico no Afeganistão, ia ser abatido depois de falhar um exame à visão e por apresentar stress pós-traumático. Angie McDonnell, uma médica que serviu no mesmo cenário de guerra, adotou o cão da raça belga malinois.

Vidar é um veterano da guerra do Afeganistão que, como muitos outros, sofre de stress pós-traumático no regresso à vida civil. Só que Vidar é um cão, o que, nestas situações, significa um abate iminente.

O cão-soldado, especialista em farejar minas e dispositivos explosivos, falhou um exame à visão, no regresso de uma ‘comissão’ na província afegã de Helman.

A sorte de Vidar, um cão da raça belga malinois, é que uma ‘irmã de armas’ foi informada do abate iminente.

Angie McDonnell, uma militar de 40 anos que serviu na mesma província afegã como médica, pediu autorização ao exército britânico para adotar Vidar.

“Ele salvou a minha vida e é jusmo que eu agora possa salvar a dele”, justificou a veterana.

Foi Vidar o responsável pela deteção de “uma reserva massiva de armas e granadas próximas do campo” onde o cão e Angie McDonnell estavam colocados, durante uma patrulha em abril de 2012.

“Foi um verdadeiro herói no Afeganistão”, afirmou a médica, convicta de que esse arsenal escondido iria ser utilizado num ataque contra os militares dos EUA.

Foi nesse campo que a dupla militar se conheceu e, nas poucas horas livres, brincou e fez vários passeios.

“Eu vi que ele precisava de uma festa” quando descobriu as armas escondidas, revelou Angie: “ajoelhei-me e fiz-lhe festas na barriga. Ficámos logo amigos e, quando tive de regressar, fiquei triste por o deixar lá”.

Depois de Helman, o cão foi colocado em serviço na Alemanha, num campo de treino, onde começou a dar sinais de estar a perder a visão.

“Quando ouvi que ele podia ser retirado”, o que geralmente significa o abate (os cães militares têm dificuldades em adaptar-se a uma vida civil), “soube logo que tinha de o encontrar para o ajudar”, revelou a médica.

“Tinha de ter a certeza que ele ia para uma casa onde fosse amado”, reforçou Angie McDonnell.

E assim aconteceu: Vidar vive agora em Gales com a família McDonnell.

A veterana concluiu: “ele é o cão perfeito e eu estou feliz por poder agradecer-lhe por ter salvo a minha vida quando servimos juntos”.

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