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Vários locais da EN266 e EN267 em Monchique cortados ao trânsito

O trânsito na Estrada Nacional (EN) 266 em vários locais, junto a Monchique, e a EN 267, que liga Portimão àquela cidade, onde lavra um incêndio há cinco dias, foi cortado, disse à Lusa fonte da GNR.

Segundo fonte do comando-geral da GNR, o trânsito foi cortado em vários locais da EN266, nomeadamente na Nave Redonda, na Fóia e em Monchique e na EN267, na zona de Monchique, devido ao incêndio que lavra desde a passada sexta-feira.

O incêndio rural que lavra desde sexta-feira em Monchique afeta igualmente os concelhos de Silves e de Portimão, também no distrito de Faro, tendo destruído casas e muitas viaturas.

Há 29 feridos ligeiros e um ferido grave, com prognóstico favorável.

Segundo o Sistema de Emergência da União Europeia, nestes cinco dias arderam já cerca de 17 mil hectares.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou hoje que o combate a este incêndio passou a ter um nível de coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil.

Até ao final da manhã de hoje, as operações em Monchique estavam a cargo do comandante operacional distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, que inclusive fazia os dois ‘briefings’ diários com a comunicação social.

A Proteção Civil assegurou, ao final do dia de hoje, que a passagem do comando das operações relativamente ao incêndio de Monchique para um nível nacional é “normal” e está prevista no sistema, rejeitando qualquer ideia de “rotura”.

Em conferência de imprensa na escola básica do 2.º e 3. ciclo de Monchique, no distrito de Faro, a segunda comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, justificou a alteração com o facto de o incêndio ter uma “complexidade” que está a “estender-se no tempo e no espaço”.

Por outro lado, indicou que o sistema de operações “prevê que a partir do nível 5” haja um “comando nacional”.

Questionada sobre o número de habitações atingidas pelo incêndio, Patrícia Gaspar revelou que até ao momento “ainda não é possível” quantificar.

Por outro lado, a responsável da Proteção Civil revelou que a Segurança Social está a operacionalizar o apoio a cerca de 250 pessoas que foram retiradas das suas casas, concentradas em quatro locais distintos.

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