Desporto

Varandas mantém rumo para tornar Sporting num “crónico candidato” e critica claques

O presidente do Sporting afirmou hoje ter definido o rumo para tornar os ‘leões’ crónicos candidatos aos títulos desportivos e disse não estar a gostar do ambiente que se tem criado à volta da equipa de futebol.

“Não se vence à custa do grito, da ameaça, com populismo. Sem estabilidade ninguém vence. Vejam os anos de estabilidade dos nossos rivais e os anos que demoraram a vencer. O rumo está definido e estamos seguros desse rumo, para tornar o Sporting num crónico candidato a ser campeão”, afirmou Frederico Varandas.

O presidente ‘leonino’, eleito em setembro de 2018, falava em conferência de imprensa de balanço dos primeiros cinco meses de mandato, mostrando algum descontentamento com o comportamento das claques nos últimos tempos.

“É legítimo as claques criticarem a exibição da equipa, mas também é legítimo eu criticar a exibição das claques e não gostei da atitude nos dois últimos jogos em casa. O ambiente criado à volta de uma equipa que se está a reerguer não ajuda”, referiu, revelando a existência de “ameaças intimidatórias” recentemente.

Ainda assim, Frederico Varandas assegurou que “o Sporting nunca mais será refém de ninguém, nem de qualquer claque”.

No futebol, Varandas disse que a nova direção herdou “um plantel desequilibrado e com uma massa salarial muito pesada”, sendo que, em janeiro, foi feita uma “redução de 10 milhões de euros na massa salarial anual”.

Além da aposta na formação, que deve ser “a base da equipa principal”, o líder do emblema ‘verde e branco’ deu a conhecer o estado em que encontrou a Academia de Alcochete.

“Os juniores e o futebol feminino profissional treinavam num campo sintético com buracos. A Academia tem os mesmo relvados de há 16 anos. A mobília, os colchões são os mesmos de há 16 anos. É tudo igual desde a inauguração da Academia, em 2002”, disse.

Apesar dos resultados da equipa de futebol, eliminada na quinta-feira da Liga Europa e em quarto lugar no campeonato, Varandas reforçou a confiança no treinador Marcel Keizer: “Não vivo de ‘ses’, vivo de realidade, e acreditamos no trabalho que está a ser feito.”

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