Motociclismo

Valentino Rossi constata que algo melhorou na Yamaha

Depois de uma difícil primeira metade da temporada, Valentino Rossi notou que “algo mudou” na Yamaha durante a pausa de verão do MotoGP.

O italiano sofreu três desistências consecutivas e terminou apenas em oitavo no Grande Prémio da Alemanha (Sachsenring) e tudo indicava que a tendência se manteria, mas na República checa foi sexto e na Áustria quarto.

Rossi foi o ‘espelho’ de uma nova atmosfera que se vive no seio da sua equipa no Red Bull Ring: “Parece que algo mudou na Yamaha e começaram a trabalhar mais e melhor para melhorar o moto”.

“Quando cheguei percebi que tínhamos dado um passo em frente na eletrónica e na aceleração e podemos ser mais competitivos, porque sempre nos debatemos nesta pista. Esta é a coisa mais importante. Certamente que há muito trabalho a fazer, especialmente porque (Andrea) Dovizioso e (Marc) Marquez são mais rápidos do que nós, mas é uma boa forma de começar”, considerou o italiano ainda mesmo antes de realizar a corrida onde conseguiria a quarta posição.

Uma das coisas que pode ter ajudado a fazer evoluir as Yamaha foi a chegada de Takahiro Sumi, que substituiu Kouji Tsuya na estrutura da equipa oficial, com o novo ‘homem-forte’ da marca dos três diapasões no MotoGP a dizer que o ponto de viragem foi a prova austríaca de 2018, quando a equipa pediu publicamente desculpas aos seus pilotos por uma desastrosa qualificação.

“Foi o nosso ponto de viragem. Antes de mudar a moto tivemos de nos mudar a nós próprios para pensar como desenvolver a moto. Agora começamos, não pequenas coisas mas muitas. Na Yamaha a moto não é muito diferente, mas as atividades na sede agora mudaram. Percebemos que agora somos rivais e ainda num momento de crise”, asseverou Sumi.

Valentino Rossi concorda com o seu novo ‘patrão’, nomeadamente em termos do trabalho. O que o deixa otimista: “Foi muito interessante o que Sumi disse. Eu concordo com ele. Não se tratou apenas de não trabalharmos bem em 2018 mas já em 2017, não sendo suficiente fortes, além de que não trabalhamos nas áreas certas. A diferença para os nossos opositores tornou-se maior”.

“Parece que este ano se mudaram coisas diferentes, também as pessoas e a organização interna. A Yamaha empenhou-se mais. Tem a ver com sensações e palavras. Estou otimista porque parece que algo mudou agora e infelizmente precisamos tempo e talvez não tenhamos muito tempo”, acentua o titular da moto # 46.

Daí que Rossi diga que a equipa tem sempre de dar “o máximo para resolver os problemas”. E conclui: “Precisamos dos resultados, por isso temos de melhor, mas já é positivo pois já testamos o primeiro protótipo da moto (para 2020), e penso que começarmos a trabalhar no bom sentido”.

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