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“Uma das vacinas é feita a partir de células de fetos abortados”, diz cardeal espanhol

O cardeal espanhol Antonio Cañizares, arcebispo de Valência, proferiu nova homilia polémica, referindo-se a uma vacina contra a covid-19 baseada em “células de fetos abortados”.

De acordo com o arciprestado, que emitiu um comunicado após a polémica, o cardeal referiu-se a um artigo publicado pela revista Science.

“O diabo existe no meio de uma pandemia, tenta realizar pesquisas de vacinas e curas. Encontramos as notícias extremamente dolorosas de que uma das vacinas é feita a partir de células de fetos abortados”, afirmou Antonio Cañizares, na homilia dominical.

“Isto é desumano, cruel e não podemos elogiar ou abençoar, muito pelo contrário. Nós somos a favor do homem, não contra o homem. Primeiro ele é morto com um aborto e depois é manipulado. Não. Temos mais um infortúnio, o trabalho do diabo”, continuou o cardeal.

As palavras do arcebispo de Valência tornaram-se na polémica do momento em Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia de covid-19.
De acordo com o arciprestado, Antonio Cañizares citou um artigo da Science sobre dúvidas éticas nas muitas linhas de investigação relacionadas com a procura da vacina para a covid-19.

“De acordo com as informações publicadas, parece que existem mais de cem linhas de investigação e, entre essas centenas, existem algumas que são produzidas com métodos que abririam dilemas éticos”.

A 12 de junho, a Science publicou um artigo intitulado ‘Vacinas que usam células fetais humanas fortemente criticadas’.

De acordo com a revista, há seis projetos de vacina que usam células fetais.

“As primeiras vacinas disponíveis para uso clínico seriam aquelas que foram desenvolvidas a partir de linhas celulares obtidas a partir de abortos induzidos, de modo que o uso desses seis projetos de vacinas está a causar polémica generalizada”, frisava o comunicado do arciprestado.

Esta não foi a primeira polémica protagonizada pelo cardeal Antonio Cañizares, o mesmo que se queixou de ser perseguido por denunciar “o império gay” e que considerou os imigrantes “um cavalo de Troia”.

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