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“Um polícia gago podia dar uma ordem de detenção? Ou sendo invisual?”

A advogada Susana Garcia, conhecida dos portugueses como comentadora na TVI, voltou a apontar a mira a Joacine Katar Moreira, numa entrevista à revista Sábado em que criticou ainda André Ventura e Mamadou Ba.

Quando desafiada a comentar uma declaração sobre a deputada ‘expulsa’ do Livre, Susana Garcia revirou os olhos.

“Não a conheço, não tenho nada de pessoal contra ela”, começou por referir, insistindo que é “difícil” ter uma profissão em que se “parla” (fala, em francês) quando se é gaga.

Sobre o sonho de ser advogada, Susana Garcia acrescentou que não o conseguiria sequer imaginar “sendo gaga”, mantendo a mira em Joacine Katar Moreira.

“Estas pessoas [gagas] têm que ter o seu espaço na sociedade e nós temos de perceber que temos de as integrar”, reforçou: “Do ponto de vista dos direitos constitucionais, ela até podia ser polícia. Mas a vida não é só teoria. Você acha que um polícia podia dar uma ordem de detenção se tivesse um problema de gaguez?”

Confrontada com o exemplo de uma secretária de Estado que é cega, a comentadora renovou o exemplo.

“Acha que é a mesma coisa? Acha que um invisual pode dar uma ordem de detenção? Não, responda-me”, insistiu: “Acha que um invisual pode ir para a guerra?”

No entender da advogada, cabe à sociedade “criar espaços” para as pessoas com deficiências como gaguez ou cegueira “poderem sentir-se úteis”.

Susana Garcia criticou também André Ventura, mesmo que de forma mais indireta.

“Estou constantemente a ser ligada ao André Ventura, incomoda-me. Preferia que não me ligassem a ninguém. Não gosto que me associem a ninguém”, justificou.

Já o ataque a Mamadou Ba foi mais duro.

“Sinto que um fulano como Mamadou Ba é um traidor da minha pátria e do meu legado cultural. Quando ele diz que o povo português é racista é um traidor. Porque o povo português não é racista. Temos pessoas racistas em Portugal como temos no resto do mundo. Ele podia fazer esse ataque no país dele, onde ele podia ter utilidade. (…) O que está a fazer é um oportunismo, quer ganhar dinheiro conspurcando o legado cultural do meu país”, disse Susana Garcia.

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