Desporto

UEFA explica decisões do VAR nas partidas da Liga dos Campeões

Todas as decisões em que o videoárbitro teve de ser chamado a intervir, nos jogos dos oitavos de final da Liga dos Campeões, foram explicadas em detalhe pela UEFA, com informações adicionais que possam ter escapado aos adeptos e “outros elementos que foram levados em consideração pelo VAR e pelos árbitros”.

Entre os casos, escalpelizados num artigo publicado no site da UEFA, está o lance da grande penalidade assinalada a favor do FC Porto, aos 117 minutos, na partida diante da Roma.

“O VAR, depois de verificar a linha de fora de jogo – que confirmou que o atacante estava em jogo – perguntou ao árbitro se ele havia visto o defesa da Roma agarrar o jogador [do FC Porto]”, pode ler-se.

A UEFA revela também que “o árbitro confirmou que não tinha visto qualquer falta durante o lance ao vivo e pediu que lhe fossem fornecidas imagens, que permitissem que ele fizesse uma revisão em campo (um grave incidente perdido)”. Essa revisão através do vídeo “permitiu ao árbitro ficar com a certeza de que deveria ser marcada uma grande penalidade”.

Outro lance analisado pelo VAR ocorreu ao minuto 121, sendo que a Roma reclamou um penálti.

“O árbitro estava perto e viu uma situação de potencial falta, no jogo ao vivo, mas considerou que não existia infração. No entanto, decidiu adiar o reatar da partida, para dar tempo ao VAR, para que o lance fosse analisado em diferentes ângulos disponíveis. O videoárbitro analisou as várias imagens cuidadosamente e não encontrou nenhuma falta clara”, pode ler-se.

No mesmo lance, o juiz “foi informado pelo VAR que, após a verificação, nenhum erro claro e óbvio havia ocorrido e que não havia motivo para uma revisão em campo”.

O organismo que superintende o futebol europeu explica todos os lances da ronda da Liga dos Campeões. Uma medida que deveria fazer parte do protocolo do videoárbitro, em Portugal.

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