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Trump diz que EI foi eliminado “a 100%”, mas coligação diz que mantém combates

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou hoje que o “califado” do grupo extremista Estado Islâmico (EI) foi eliminado “a 100 por cento”, mas a coligação internacional na Síria diz que ainda combate os últimos resistentes.

Perante os jornalistas que o acompanham numa viagem de Washington para a Flórida, Donald Trump pegou num mapa comparativo da presença dos ‘jihadistas’ do EI, entre o dia em que tomou posse, em janeiro de 2016, e a data de hoje para provar que o “califado” de forte presença na Síria há três anos estava agora totalmente eliminado.

Contudo, as Forças Democráticas da Síria, uma coligação internacional liderada pelos EUA, dizem que ainda estão em confrontos com o último reduto dos ‘jihadistas’, na aldeia de Baghouz, no que consideram ser o prelúdio da sua derrota final.

“Fiquem com o mapa”, disse Trump aos jornalistas, enquanto lhes entregava as cartas comparativas da evolução militar contra o EI e anunciava que o “califado” do EI tinha sido eliminado “a 100 por cento”.

O anúncio já tinha sido feito, horas antes, pela porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, com a expressão idêntica à posteriormente usada por Donald Trump, no avião presidencial Air Force One.

Minutos depois de Trump ter feito o anúncio da derrota total, Adnane Afrine, porta-voz das Forças Democráticas da Síria, disse que ainda há “pequenos grupos do EI que se recusam a render, lançando ataques” no último reduto do “califado”.

A coligação internacional anunciara terça-feira que tinha entrado em Baghouz, o último reduto do EI, e confirma hoje que estão em confrontos com os últimos jihadistas resistentes, nessa aldeia síria da província de Deir Ezzor.

“Estamos em operações de busca de potenciais jihadistas escondidos no campo”, disse hoje à agência France Presse Mustafa Bali, um porta-voz da coligação.

Um outro porta-voz das Forças Democráticas da Síria, Jiaker Amed, disse que vários esconderijos foram descobertos e que se os resistentes não se renderem, terão de fazer uma nova operação militar contra eles, mas reforçando a ideia de que este reduto está já controlado pela coligação internacional.

Em dezembro, Donald Trump anunciou que iria mandar retirar os cerca de dois mil militares norte-americanos no terreno, mantendo apenas um contingente de cerca de 200 soldados, para garantir ações de formação e treino militar.

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