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Trabalhadores da STCP pedem a António Costa para os envolver na discussão do futuro da empresa

Os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) pediram hoje ao primeiro-ministro para diligenciar no sentido de estes serem envolvidos na discussão do futuro da empresa, reforçando que os municípios “não estão vocacionados” para a sua gestão.

Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da STCP refere que, depois de terem pedido uma reunião com caráter de urgência ao ministro do Ambiente, Matos Fernandes, e de não terem obtido resposta, decidiram agora apelar a António Costa.

Desde o início da transferência de competências da gestão da STCP para as autarquias que os trabalhadores se opuseram a este processo por entenderem que “em nenhuma circunstância” nem os interesses das populações, nem da empresa estarem “devidamente salvaguardados”, recorda.

Lembrando que, mesmo assim mantiveram o beneficio da dúvida, os trabalhadores dizem que passados 18 meses confirmam os seus receios, nomeadamente o de que os municípios não estão vocacionados para a gestão de transportes.

“Facto esse que se tem vindo a verificar pelas posições antagónicas assumidas por quem tem a responsabilidade na gestão da STCP”, salienta a nota.

“As recentes notícias, onde foi reconhecido publicamente o valor de aproximadamente de meio milhão de euros por ano distribuído ilegalmente aos operadores privados, verba resultante da canibalização da zona de exclusividade da STCP, provocou nestas ORTS [órgãos representativos dos trabalhadores] uma sensação de incredibilidade, quando após esta evidência ter sido tornada pública, nenhuma das autoridades competentes em Portugal tenha tomado qualquer diligência de repor a legalidade e de se apurarem os responsáveis desta situação”, reforça.

Os trabalhadores assumem que “sempre tiveram receio” que os municípios privilegiassem os operadores privados em detrimento da STCP, acrescentando que esta situação é “facilmente comprovável pela moratória assinada pelos seis municípios na Área Metropolitana do Porto na tentativa de legalizar a ilegalidade referida, permitindo que os operadores privados continuem a violar a zona de exclusividade da STCP até janeiro de 2020 e só após esta data é que equacionam reter estas verbas”.

A comissão considera que o atual Governo assume a mesma estratégia do anterior, não envolvendo na discussão do futuro da STCP os trabalhadores.

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