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Tourada em Amarante, terra sem “cultura tauromáquica”, criticada por associação

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Amarante “não tem cultura tauromáquica”, assegura a Associação Ajuda Animais em Amarante. Manifestando a “total reprovação” com a tourada agendada para domingo, a entidade questiona o financiamento “público” “do sofrimento desnecessário infligido aos animais”.

Até pode haver locais com “cultura tauromáquica” que justifiquem, pela importância da tradição, a realização de touradas: mas Amarante não é uma dessas terras.

A garantia é da Associação Ajuda Animais em Amarante (AAAAMT), que hoje repudiou a corrida de touros agendada para o próximo domingo e, em particular, manifestou a “total reprovação” perante o financiamento do espetáculo por parte de “várias entidades públicas”.

“O Estado e o dinheiro público não devem financiar a exposição do sofrimento desnecessário infligido aos animais e nenhum motivo é válido para manter a tortura prolongada, sangrenta e cruel dos mesmos”, adiantou, em comunicado, a AAAAMT.

Insistindo que Amarante “não tem cultura tauromáquica”, a associação acrescentou que “os apoios públicos e privados” concedidos à organização do evento agendado para domingo “colidem com o trabalho solidário de parceria e de ajuda animal que se pretende continuar a realizar” no concelho.

Em causa está a tourada agendada para as 17h00 de domingo, na cidade de Amarante, que tem no cartel os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Sónia Matias e António Maria Brito Paes e os forcados amadores de Coruche e Aposento da Chamusca.

“Os apoios públicos e privados que nos têm garantido e disponibilizado têm, infelizmente, sido escassos comparativamente ao trabalho árduo que os voluntários têm vindo a realizar neste último ano”, reforçou a organização.

Salientando “respeitar todas as opiniões”,  a AAAAMT coloca “acima de tudo”, o respeito pela “vida e a boa conduta com os animais”, como vem realçado no comunicado: “Só assim nos tornamos num concelho mais civilizado e mais evoluído, destacando-se apenas pelas boas práticas sociais”.

“A incivilidade jamais pode justificar arte, cultura ou tradição”, criticou a entidade.

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